A Espanha sagrou-se campeã da Finalíssima de Futsal de 2026, ao derrotar o anfitrião Brasil por 3-0, na Arena Niterói, numa final em que foi mais eficaz, soube sofrer no período de maior pressão adversária e contou com uma exibição absolutamente monumental de Dídac Plana. Depois de ambas as finalistas terem chegado à decisão através dos penáltis (a Espanha afastou Portugal e o Brasil eliminou a Argentina), foi La Roja a levantar o troféu, juntando-o ao Futsal EURO conquistado em fevereiro e completando um ano de ouro que confirma o regresso espanhol ao topo do futsal mundial.

A Espanha sagrou-se campeã da Finalíssima de Futsal de 2026, ao derrotar o anfitrião Brasil por 3-0, na Arena Niterói, numa final em que foi mais eficaz, soube sofrer no período de maior pressão adversária e contou com uma exibição absolutamente monumental de Dídac Plana. Depois de ambas as finalistas terem chegado à decisão através dos penáltis (a Espanha afastou Portugal e o Brasil eliminou a Argentina), foi La Roja a levantar o troféu, juntando-o ao Futsal EURO conquistado em fevereiro e completando um ano de ouro que confirma o regresso espanhol ao topo do futsal mundial.
Primeira parte
O jogo começou com o Brasil por cima e a criar as melhores oportunidades. Logo ao primeiro minuto, após um erro de Dídac, Arthur ficou com tudo para marcar mas rematou ao lado, e, ao minuto 5, Pito obrigou o guardião espanhol a duas grandes defesas seguidas após um passe magistral de Arthur. A Canarinha acumulava remates, por Lucas Gomes e João Victor, mas esbarrava sempre num Dídac Plana em estado de graça. A Espanha respondia com critério, geria as faltas (chegou às cinco ainda na primeira parte, trocando pontualmente de guarda-redes) e segurava o nulo. Ao intervalo, o 0-0 premiava a resistência espanhola perante o domínio brasileiro.
Segunda parte
A segunda parte manteve o Brasil a insistir (Jacaré apareceu na cara de Dídac aos 24', sem sucesso), mas foi a Espanha a ser cirúrgica no momento certo. Ao minuto 31, numa jogada de enorme qualidade iniciada por uma reposição lateral de Novoa, a bola circulou por Adolfo e Antonio até Gon Castejón, que apareceu ao segundo poste para fazer o 0-1, golo validado após um passe magistral do capitão de ataque. A partir daí, o Brasil atirou-se ao jogo e, ao minuto 37, apostou no 5x4, com Marcel como guarda-redes avançado, mas a aposta viria a sair-lhe cara.
A reta final foi implacável para os espanhóis. Ao minuto 38, Cecílio recuperou a bola a Marcel ainda no meio-campo e atirou para a baliza deserta (0-2). O Brasil ainda teve o lance para reentrar na discussão: a 33 segundos do fim, beneficiou de uma grande penalidade, sofrida por Pito, mas Dyego atirou à barra, com Herrero na baliza, e Arthur falhou a recarga. E, já a 2,4 segundos do fim, Dídac repôs rapidamente a bola e deixou-a para Antonio, que rematou de área a área para o 0-3 que fechou a final.
Análise
Foi um triunfo justo e maduro da Espanha, que soube resistir ao melhor do Brasil, agarrou-se a um guarda-redes gigantesco, foi letal nos momentos decisivos e aproveitou com frieza o risco do adversário para construir um resultado que premeia a sua enorme qualidade coletiva. A equipa de Jesús Velasco confirma assim a supremacia recente sobre os seus rivais e fecha um ano irrepetível, com o Europeu e a Finalíssima no palmarés. Já o Brasil, apesar de ter sido a equipa que mais criou e de ter dominado largos períodos, acabou por pagar caríssimo a falta de eficácia (incluindo a grande penalidade falhada) e os golos sofridos no jogo de guarda-redes avançado, despedindo-se do seu público sem o título, num desfecho cruel para o volume de jogo produzido.
Figura do Jogo: Dídac Plana (Espanha)
Há finais que se ganham entre os postes, e esta foi uma delas. O experiente guarda-redes espanhol foi, de longe, o melhor em campo, ao travar sucessivamente Arthur, Pito, Lucas Gomes, João Victor e Jacaré numa exibição de altíssimo nível que manteve a baliza espanhola inviolada perante um Brasil dominador. Decisivo em todos os momentos de aperto (e ainda a iniciar, com uma reposição rápida, o lance do 0-3), Dídac Plana foi o grande alicerce do título. Menção para Antonio (um golo e uma assistência), Gon Castejón (autor do golo que desbloqueou a final) e Jesús Herrero, que travou o Brasil na grande penalidade.
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