O Brasil confirmou o favoritismo diante do seu público e afastou a Argentina da final da Finalíssima de Futsal, ao vencer por 1-1 (5-4 nas grandes penalidades), na Arena Niterói, num clássico sul-americano intenso, equilibrado e decidido apenas na lotaria final. Num novo capítulo de uma das maiores rivalidades do futsal mundial — e depois de a Canarinha já ter batido a Albiceleste nas finais do Mundial de 2024 e da Copa América de 2026 —, a seleção de Marquinhos Xavier voltou a levar a melhor e carimbou a presença na decisão do troféu, onde encontrará a Espanha.

O Brasil confirmou o favoritismo diante do seu público e afastou a Argentina da final da Finalíssima de Futsal, ao vencer por 1-1 (5-4 nas grandes penalidades), na Arena Niterói, num clássico sul-americano intenso, equilibrado e decidido apenas na lotaria final. Num novo capítulo de uma das maiores rivalidades do futsal mundial — e depois de a Canarinha já ter batido a Albiceleste nas finais do Mundial de 2024 e da Copa América de 2026 —, a seleção de Marquinhos Xavier voltou a levar a melhor e carimbou a presença na decisão do troféu, onde encontrará a Espanha.
Primeira parte
A primeira parte foi de grande intensidade, com as duas seleções a estudarem-se e os guarda-redes em destaque. O Brasil criou o primeiro lance de perigo ao minuto 10, quando Rocha avançou desde o meio-campo, driblou o guardião e acabou por acertar no poste, com Willian a responder logo a seguir com uma grande defesa à resposta argentina. A toada equilibrada manteve-se, com Jacaré a rematar ao lado (15') e, ao minuto 19, Pito a acertar na barra após um bom trabalho na zona de pivô. A Argentina, que chegou a apostar no 5x4 com Lucas Tripodi como guarda-redes avançado, foi somando faltas e chegou ao intervalo com um 0-0 que traduzia a paridade.
Segunda parte
A segunda parte ganhou em emoção. Lukas Acosta agigantou-se na baliza argentina, negando Jacaré (28') e, mais tarde, Arthur e Lino (33'), enquanto Geraghty acertou na barra do Brasil com um remate fantástico (29'). O nó acabaria desatado ao minuto 33, e num lance de pura categoria: Ángel Claudino perdeu a bola no seu meio-campo, Pito “sambou” sobre o adversário, tirou-o da frente e rematou para o 1-0 brasileiro. A vantagem, porém, durou pouco: ao minuto 35, Tripodi assinou um golaço, com um remate de longe, para repor a igualdade (1-1).
Reta final e grandes penalidades
A reta final foi de grande nervosismo. Lino desperdiçou uma boa ocasião (38') e, já nos instantes finais, o Brasil pediu a intervenção do VAR por uma possível grande penalidade, mas, a 4,7 segundos do fim, a decisão foi seguir a partida. O tempo regulamentar terminou empatado a uma bola, atirando a decisão para as grandes penalidades. Aí, o Brasil foi perfeito: converteram todos — João Victor, Rocha, Marcel, Dyego e Fabinho —, enquanto a Argentina via o decisivo quinto penálti ser falhado precisamente por Tripodi, o autor do golaço do empate. Triunfo brasileiro por 5-4 e presença na final.
Análise
Foi um triunfo justo e sofrido do Brasil, que foi fiel à sua qualidade individual, criou as melhores ocasiões e teve a frieza necessária na lotaria final para voltar a superar o grande rival sul-americano, mantendo viva a ambição de juntar a Finalíssima ao Mundial e à Copa América. Já a Argentina, apesar de ter competido de igual para igual, de ter contado com um Lukas Acosta extraordinário e de ter empatado com um golaço de Tripodi, acabou por pagar caro a falta de eficácia na lotaria final, despedindo-se da final de cabeça erguida. Segue agora para o jogo de atribuição do 3.º lugar, que a colocará frente a Portugal.
Figura do Jogo: Pito (Brasil)
O pivô brasileiro foi o jogador mais influente do clássico. Além de ter acertado na barra (19') e de ter rondado o golo por diversas vezes, foi dele o momento de maior classe da partida: o golo do 1-0, numa jogada individual de enorme qualidade em que “sambou” sobre o adversário antes de finalizar. Determinante no desequilíbrio e no único golo brasileiro do tempo regulamentar, Pito foi o rosto da vitória da Canarinha. Menção para Lukas Acosta, guarda-redes da Argentina em exibição soberba, e para Tripodi, que marcou um golaço no tempo regulamentar mas falhou o penálti decisivo — herói e vilão da mesma noite.
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