Internacional 6 novembro 2026 5 min de leitura

Portugal cria mais, mas a eficácia e os ferros castigam, Espanha segue para a final

A Espanha confirmou o favoritismo renovado nesta rivalidade ibérica e afastou Portugal da final da Finalíssima de Futsal, ao vencer por 2-2 (8-7 nas grandes penalidades), na Arena Niterói, numa meia-final intensa, equilibrada e decidida apenas na lotaria final. Numa reedição da final do Futsal EURO 2026 — também ela favorável a La Roja —, os campeões europeus levaram a melhor sobre os detentores do troféu, numa inversão simbólica face a 2022, quando tinha sido Portugal a vencer a Espanha nos penáltis para erguer a primeira Finalíssima. A Seleção de Jorge Braz, que procurava revalidar a conquista, segue agora para o jogo de atribuição do 3.º lugar.

A Espanha confirmou o favoritismo renovado nesta rivalidade ibérica e afastou Portugal da final da Finalíssima de Futsal, ao vencer por 2-2 (8-7 nas grandes penalidades), na Arena Niterói, numa meia-final intensa, equilibrada e decidida apenas na lotaria final. Numa reedição da final do Futsal EURO 2026 — também ela favorável a La Roja —, os campeões europeus levaram a melhor sobre os detentores do troféu, numa inversão simbólica face a 2022, quando tinha sido Portugal a vencer a Espanha nos penáltis para erguer a primeira Finalíssima. A Seleção de Jorge Braz, que procurava revalidar a conquista, segue agora para o jogo de atribuição do 3.º lugar.

Primeira parte

A primeira parte foi de enorme intensidade e começou melhor para Portugal, que criou as primeiras ocasiões de perigo. Logo no arranque, Rúben Góis obrigou Dídac Plana a trabalhar e, ao minuto 7, acertou no poste na melhor oportunidade da equipa das Quinas. Dídac Plana foi crescendo entre os postes, negando Tomás Paçó, André Coelho e um brilhante Afonso Jesus (que tentou um chapéu de classe), enquanto do outro lado André Correia respondia à letra às investidas de Novoa, Adolfo e Sérgio González. O jogo mudou de contornos ao minuto 18, com a expulsão de Rúben Góis, por falta sobre Novoa, que deixou Portugal com quatro jogadores durante dois minutos. A Espanha passou a dominar e Adolfo desperdiçou uma enorme ocasião isolado, já perto do intervalo, a que se chegou com um 0-0 que espelhava o equilíbrio e a qualidade das duas balizas.

Segunda parte

A segunda parte não podia ter começado pior para Portugal. Logo aos 16 segundos (ao minuto 21), José Antonio Raya avançou e rematou de pé esquerdo, com um ligeiro desvio em Tomás Paçó, para fazer o 1-0 espanhol. A Seleção reagiu de imediato e esteve perto do empate, mas viu Pablo Muñoz cortar em cima da linha um remate de Pauleta, após grande trabalho de Pany Varela. A insistência acabou premiada ao minuto 27: Rúben Teixeira, de primeira e após assistência de Pany Varela, igualou a partida (1-1).

O jogo entrou numa fase vibrante. Portugal desperdiçou uma ocasião flagrante ao minuto 30, num dois contra dois em que Diogo Santos e Kutchy se entenderam na perfeição mas o remate saiu para fora, e a Espanha respondeu com perigo por Cecílio. A eficácia, porém, sorriu às Quinas ao minuto 33: num enorme trabalho de Hugo Neves sobre Antonio Pérez, o avançado rematou para o fundo das redes, de novo servido por Pany Varela, colocando Portugal na frente (1-2).

A reta final foi de puro nervosismo. Ao minuto 37, a Espanha passou a jogar em 5x4, com Antonio Pérez como guarda-redes avançado, lançando-se por completo no ataque. Bernardo Paçó — entretanto na baliza portuguesa — foi segurando a vantagem, mas, ao minuto 40, os espanhóis chegaram mesmo ao empate: numa boa circulação em superioridade, Rivillos assistiu Sérgio González, que encostou para o 2-2. Ainda houve tempo para o Vídeo Suporte analisar um possível penálti, não assinalado, e para uma enorme falha de Lúcio Rocha a 22 segundos do fim, mas o tempo regulamentar terminou empatado, atirando a decisão para as grandes penalidades.

Grandes penalidades

E o desempate foi uma autêntica maratona de nervos. Após uma sucessão quase impecável de conversões de ambos os lados, com Rivera a falhar pela Espanha e Pany Varela a desperdiçar por Portugal, tudo se arrastou até à morte súbita. Aí, depois de Ricardo converter para o 8-7, Lúcio Rocha viu o seu remate sair e condenou Portugal, dando à Espanha o apuramento para a final.

Análise

Foi um triunfo sofrido mas justo da Espanha, que soube sofrer perante uma Seleção portuguesa muito competitiva e perigosa, contou com um guarda-redes gigantesco para resistir ao melhor de Portugal e teve frieza na lotaria final, confirmando a supremacia recente sobre o vizinho ibérico e carimbando a presença na decisão do troféu. Já Portugal, que criou as melhores oportunidades ao longo dos 40 minutos e chegou a estar na frente, acabou por pagar caro a falta de eficácia — com destaque para as ocasiões falhadas de Kutchy, Diogo Santos e Lúcio Rocha — e a expulsão de Rúben Góis, não conseguindo revalidar a Finalíssima. Resta agora à equipa de Jorge Braz lutar pelo 3.º lugar, de cabeça erguida por uma exibição que mereceu melhor sorte.

Figura do Jogo: Dídac Plana (Espanha)

Numa partida em que Portugal criou mais e melhor, foi o experiente guarda-redes espanhol quem manteve a Espanha viva. Dídac Plana travou sucessivamente Rúben Góis, Tomás Paçó, André Coelho e Afonso Jesus, com defesas de grande nível que impediram a Seleção de abrir caminho, e, nas grandes penalidades, converteu ainda o seu penálti no desempate decisivo. Foi o grande responsável por a Espanha ter resistido ao ascendente luso e por carimbar o apuramento. Menção obrigatória para Pany Varela, o melhor dos portugueses, com duas assistências de enorme qualidade, e para os guardiões André Correia e Bernardo Paçó, também em bom plano.

Foto - fpf.pt

Por Futsal Portugal