A Finalíssima 2026 aproxima-se e Jorge Braz não quer deixar nada ao acaso. Em conferência de imprensa na FPF Arena Portugal, o selecionador nacional abordou as expectativas para a prova que junta as quatro melhores seleções do mundo: Portugal, Espanha, Argentina e Brasil.

A Finalíssima 2026 aproxima-se e Jorge Braz não quer deixar nada ao acaso. Em conferência de imprensa na FPF Arena Portugal, o selecionador nacional abordou as expectativas para a prova que coloca frente a frente as quatro melhores seleções do mundo (Portugal, Espanha, Argentina e Brasil) e deixou a mensagem clara: “ser Portugal novamente”, com vontade, ambição e espírito de quem quer disputar todos os títulos.
Foco total na Espanha
Sobre o estatuto da prova e o foco na Espanha, primeiro adversário nas meias-finais, Jorge Braz afirmou:
“Competição onde estão as quatro melhores seleções do mundo neste momento. A expectativa é jogar o jogo que queremos, a final. Etapa a etapa, primeiro estamos preocupados com a Espanha. O último encontro entre nós não nos foi favorável, mas não é por aí que os jogos são diferentes. Preocupados em ser Portugal, com ambição, e preocupados com a Espanha, para podermos jogar o jogo decisivo, que nos dá a oportunidade de disputar o troféu. Este é o pensamento honesto, claro e transparente.”
Processo e critérios de convocatória
Sobre o processo e os critérios de convocatória:
“Dar continuidade ao processo foi uma preocupação muito evidente nossa. Crescemos e melhorámos ao longo do estágio, do primeiro para o segundo jogo. Não foi só isso, mas é o momento atual. Tem de ser sempre assim, escolher os 14 que estão neste momento melhores para representar o futsal português. A proximidade temporal entre dois estágios terá sempre alguma influência.”
A presença de Rúben Teixeira
“Mereceu. Às vezes colocamos esse rótulo de fase final, mas representar a Seleção Nacional é sempre igual. Existe sempre essa carga emocional e competitiva. Queremos estar no jogo das decisões, mas não é por aí. Olhamos para a prestação deles no seio da Seleção Nacional, a forma como têm evoluído e a prestação nos clubes. O Rúben tem estado num nível bastante interessante, oferece detalhes muito importantes para nós e, por isso, mantém-se aqui na convocatória. Se é preparação, qualificação ou fase final, é sempre para vencer, com esta responsabilidade ambiciosa sempre. O Rúben tem representado estes valores.”
O formato da Finalíssima
“É ligeiramente diferente, por ser dois jogos. O que interessa é o primeiro jogo com a Espanha e ir etapa a etapa. São jogos a eliminar, num período muito curto e um espaço de preparação também muito curto, com viagem, adaptação e preparação muito reduzida. É jogar e sermos nós, mais uma vez. É uma sensação de disputar uma competição onde estão as quatro melhores seleções do mundo. Queremos estar no jogo das decisões e as sensações são extremamente positivas. O que conquistámos no passado orgulha-nos imenso e orgulha todo o futsal português, mas nada é mais importante do que aquilo que podemos conquistar no futuro. É com esta ambição e vontade, com sensações extremamente positivas, que estaremos a disputar mais um título para o futsal português. A responsabilidade é a natural de estar aqui, mas vamos com a vontade toda de ser Portugal novamente.”
Inovar e melhorar
“Podemos sempre surpreender. Queremos sempre mais, inovar e estar um passo à frente. Podemos sempre melhorar. A última vez que nos encontrámos, também na decisão de um título, ainda está muito fresca na memória. Temos de ser consistentes e ser Portugal durante 40 minutos ou, se for preciso, nas grandes penalidades. Já melhorámos algumas coisas nestas jornadas de qualificação, agora é uma próxima etapa e já estamos a disputar um título. Essa inovação existe sempre no treino e no jogo, mas, muitas vezes, é perceber o que já fizemos muito bem. Se, em alguns momentos, não somos tão consistentes e não damos nada, não vale muito a pena inovar. Vamos ver se conseguimos surpreender, mas, acima de tudo, muito preocupados connosco. Se fizermos as nossas coisas bem feitas, estamos sempre mais próximos de, no final do jogo, as coisas caírem para o nosso lado. É com esse espírito que vamos para lá.”
Caminho definido no Rio de Janeiro
Portugal entra em campo a 6 de novembro, pelas 18h30 locais (21h30 em Portugal Continental), para a meia-final diante da Espanha. No mesmo dia, Brasil e Argentina jogam a outra meia-final. A final e o jogo de atribuição do 3.º/4.º lugar disputam-se a 8 de novembro, todos na Arena Niterói.
Em 2022, Portugal venceu a 1.ª edição da Finalíssima Intercontinental, após bater precisamente a Espanha na final. Agora, procura repetir o feito e manter o estatuto de referência mundial no futsal.
Foto - fpf.pt
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