Tri Campeonato histórico para os leões



O Sporting escreveu hoje mais uma página na sua historia da modalidade, conseguindo o seu primeiro tri-campeonato (no modelo de playoff), igualando o feito (entre 2006 e 2009) do rival que bateu nesta final. É o 7o campeonato em nove anos para os leões e Nuno Dias aumenta ainda mais o seu curriculum que já é o do treinador mais titulado em Portugal, desta feita na tribuna por castigo e com Paulo Luís o seu fiel adjunto a liderar no banco.

Com mais este titulo, o Sporting, aumenta também o fosso na modalidade, agora com 15 títulos, contra os 7 do seu eterno rival. Destaque para este plantel campeão, que na próxima época terá bastantes mudanças (ainda hoje Diogo se despediu nas redes sociais) e mesmo assim ao longo dos 5 jogos das finais mostraram o desejo e ambição para o feito que hoje foi alcançado. 

A 5a partida não foi excepção nesta final, com o equilíbrio a ser a nota dominante e mais uma vez uma cambalhota no marcador que acabou por ditar o tri-campeonato para o Sporting, nos penaltis com Gonçalo Portugal a defender mais 2 para somar aos 2 do jogo anterior, notável.

Ao contrário dos jogos anteriores, não se viu um ritmo frenético nos primeiros 20 minutos. As equipas respeitaram-se bastante e conta-se pelos dedos de uma mão os lances de efectivo perigo de golo.

O Benfica foi mais rematador e teve a melhor oportunidade da etapa inicial, com Raul Campos isolado (e Deives a pedir a bola ao segundo poste), a permitir corajosa defesa de André Sousa.

O Sporting tentava o seu tradicional jogo de pivô, mas desta feita bem anulado defensivamente pelos encarnados. Os leões nunca colocaram verdadeiramente as redes dos visitantes em perigo, que neste jogo 5 foram pela primeira vez defendidas por Roncaglio. E com o nulo se chegou ao intervalo

Na primeira metade do segundo tempo,  o desiquílibrio de Robinho fez a diferença e permitiu que o Benfica chegasse ao 0-2. O ala brasileiro esteve no inicio dos dois golos, primeiro com um passe em volei que Fernadinho serviu Raul Campos ao segundo poste a finalizar e depois a libertar-se do seu opositor, abrindo caminho para o passe de Henmi para o segundo de Fernandinho à boca da baliza.

Mas tal como nos outros jogos da final, a equipa que estava a perder reagiu e anulou a desvantagem. O Sporting forçou o jogo de pivô e no espaço de 1 minuto podia ter chegado ao empate. Primeiro foi Cardinal que depois de deitar André Coelho, viu o seu remate defendido e na recarga Pany reduziu para 1-2.

No minuto seguinte foi a vez de André Sousa rematar para defesa incompleta e na recarga Fortino remata para aquele que seria o empate, mas Roncaglio oferece a cara à bola e adia o empate. O empate acabaria mesmo por chegar a 4 minutos do final, num livre em posição frontal. Merlim serve Fortino que poe a bola no angulo sem hipótese de defesa.

Até final destaque para o ultimo minuto de 5 para 4 do Benfica, mas que não causou grande perigo.

 O prolongamento começa com mais uma grande jogada individual de Cardinal, desta feita a passar por Cecílo e a rematar para grande defesa do guarda-redes encarnado.

Mas foi o 5 para 4 dos visitantes que voltou a fazer a diferença e mais uma vez com destaque para Fernandinho. O pivô brasileiro que foi indiscutivelmente o jogador do benfica com mais aproveitamento nas finais, voltou a aparecer sozinho ao segundo poste e recolocou o Benfica em vantagem ainda na primeira parte do prolongamento.

5 para 4 de um lado, e depois o mesmo do outro lado... com o mesmo resultado... golo para quem arriscou. O Sporting entrou na segunda parte com Merlim vestido com equipamento de GR, que trabalhou bem para remate de Diogo e Fortino a voltar a empatar.

Até final foram os encarnados a apostar no 5 para 4 mas na realidade quase deitaram tudo a perder, com Robinho a colocar a bola nos pés de Fortino para a última oportunidade sem sucesso.

2017/2018 ficará na história como um ano de finais de enorme nível. O 5o jogo voltou a ser de elevadíssimo nível e o campeão saiu ainda mais valorizado tal o equilíbrio entre as duas equipas. Quis o destino que a decisão fosse da marca das grandes penalidades e aí se decidiu todo o trabalho de uma época. Gonçalo Portugal voltou a ser o heroi (tal como no jogo 4), defendeu o primeiro de Deives e o segundo de Bruno Coelho, dando o Tri aos seus colegas que sofriam e tapavam os olhos a cada remate dos 6 metros.

Nota final para os marcadores dos penalties do Sporting. Fortino e Diogo, ambos de saída, pela porta grande. Mas tal como referimos no início da crónica o destaque tem de ser o colectivo, capitão e treinador na tribuna, vários jogadores de saída, ausentes por castigo e jogo 4 e 5 decididos nos penalties em que Gonçalo Portugal não sofreu nenhum.


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