Empate com sabor a vitória para o Portimonense diante do SL Benfica



O Portimonense SC voltou a dar nas vistas e protagonizou o resultado da jornada, ao arrancar um empate a duas bolas ao SL Benfica, em Portimão, num jogo cheio de emoção e reviravoltas. Depois de ter perdido apenas por 1-0 com o Sporting na ronda inaugural, o recém-promovido voltou a colocar em sentido um dos grandes, recuperando uma desvantagem de dois golos frente ao campeão nacional e ainda desperdiçando uma grande penalidade que lhe poderia ter dado a vitória. Perante casa cheia e com Ricardinho nas bancadas, os algarvios de José Santos deixaram uma excelente imagem.

O Benfica entrou por cima e cedo se adiantou. Logo ao minuto 2, Léo Gugiel subiu na quadra, em funções de guarda-redes subido, abriu em Afonso Jesus e este serviu Arthur, que fletiu para dentro e rematou junto ao primeiro poste para o 0-1. Os encarnados dominavam, e ao minuto 6 ampliaram: num canto cobrado por Pany Varela, Anderson Fortes apareceu ao primeiro poste a cabecear para o 0-2, aproveitando uma desatenção da defesa da casa. O Portimonense, contudo, não se encolheu e foi respondendo olhos nos olhos, com Vitinho (9') e Gui (10') a ameaçarem. Numa primeira parte de duas metades — encarnada nos primeiros dez minutos, mais dividida depois —, o 0-2 manteve-se até ao intervalo, apesar de Rúben Góis ter atirado a rasar o poste ao minuto 18.

A segunda parte foi de outro Portimonense, entregue por completo à discussão do resultado. Ao minuto 25, numa excelente jogada coletiva, Montanha colocou a bola na área com conta, peso e medida e André Rochato surgiu de rompante para desviar de cabeça para o 1-2. E o empate quase surgiu de imediato: ao minuto 26, após falta de Pany Varela no limite da área, o Portimonense beneficiou de grande penalidade, mas Tomás Reis rematou ao centro e André Correia, imóvel, defendeu, mantendo a vantagem encarnada. Foi o início de um rosário de infelicidades para a equipa da casa, que ainda acertou no poste por André Rochato (26') e na barra por Gui (28'), num período de claro ascendente algarvio.

A insistência, porém, acabou premiada. Ao minuto 35, Rui Moreira lançou Tomás Reis no corredor direito e o ala, com um remate de bico cruzado, não deu hipóteses a Gugiel para fazer o 2-2, que o Portimonense procurava e merecia. Nos minutos finais, o Benfica tentou reagir, sobretudo por Rúben Góis, mas encontrou sempre um seguríssimo Juan Pinheiro. E o desfecho ainda guardou um lance caricato: já no último segundo, Montanha cometeu falta sobre Gugiel na área contrária, dando ao Benfica um livre direto de 10 metros — mas Arthur atirou ao lado e o apito final confirmou a divisão de pontos.

Foi um empate absolutamente justo e saboroso para o Portimonense SC, que confirmou a excelente impressão do arranque de época, competiu de igual para igual com o campeão nacional e só não venceu por infelicidade nos ferros e no penálti desperdiçado. Um ponto de enorme valor moral para a equipa de José Santos. Já o SL Benfica, apesar de ter estado a vencer por 2-0, acabou por pagar caro a quebra na segunda parte e a incapacidade de fechar o jogo, deixando escapar dois pontos e salvando um ponto graças à defesa de André Correia na grande penalidade. Um resultado que deixa o bicampeão com trabalho a fazer no arranque da Liga Placard.

Figura do Jogo: André Rochato (Portimonense SC)

O ala foi o rosto da corajosa exibição algarvia. Reduziu a desvantagem com um golo de cabeça ao minuto 25, acertou no poste depois de uma jogada brilhante e foi uma ameaça constante à baliza encarnada, personificando a ambição de um Portimonense que nunca se resignou. Decisivo no desequilíbrio, foi peça central no ponto arrancado ao campeão. Menção para Tomás Reis, autor do golo do empate (ainda que tenha falhado a grande penalidade), e para André Correia, cuja defesa do penálti valeu o ponto ao Benfica.

Foto - Portimonense


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