Nun’Álvares supera Futsi Navalcarnero e fecha Copa Ibérica com vitória de prestígio
O GCR Nun’Álvares venceu o Futsi Navalcarnero por 3-2, no último jogo da Copa Ibérica 2026, numa partida construída à base de reação, controlo emocional e crença até ao último instante. A formação portuguesa esteve a perder por dois golos, recuperou até à igualdade e encontrou a reviravolta a apenas dois segundos do final, num desfecho de enorme intensidade.
Foi o Futsi Navalcarnero quem entrou melhor e conseguiu impor cedo a sua eficácia. Irene Córdoba inaugurou o marcador e colocou a formação espanhola na frente, antes de Luchi aumentar para 2-0 e deixar o Nun’Álvares perante um cenário de grande exigência.
A equipa de Fafe não se desorganizou. Em vez de acelerar sem critério, começou a recuperar terreno e encontrou em Camila o primeiro sinal de reação. A jogadora portuguesa reduziu para 2-1, devolvendo o Nun’Álvares à discussão e mudando o peso emocional do encontro.
Com o jogo mais aberto, a formação portuguesa continuou a pressionar e acabou por chegar à igualdade através de Jana Godoi, que converteu um livre de 10 metros para fazer o 2-2.
O empate parecia encaminhar a partida para um desfecho sem vencedor, mas o Nun’Álvares manteve a ambição até ao fim.
A dois segundos do apito final, Camila voltou a aparecer em zona de decisão e fez o 3-2, completando uma reviravolta construída depois de a equipa ter estado a perder por dois golos.
O Futsi mostrou capacidade para entrar forte e construir vantagem, mas não conseguiu travar o crescimento português. O Nun’Álvares respondeu com maior agressividade competitiva, recuperou o controlo emocional e acreditou até ao último lance.
A vitória nasceu precisamente dessa resistência: sofrer o 0-2, não perder organização e continuar a procurar o jogo até encontrar a última oportunidade.
O 3-2 fecha a participação do Nun’Álvares na Copa Ibérica com uma vitória de grande impacto, não apenas pelo adversário, mas pela forma como foi construída.
Figura da Partida — Camila (GCR Nun’Álvares)
Dois golos e impacto direto na recuperação e na decisão do encontro. Marcou o 1-2 que devolveu o Nun’Álvares ao jogo e, a dois segundos do fim, assinou o 3-2 que completou a reviravolta.
Num jogo em que a equipa portuguesa precisou de responder em desvantagem e manter clareza sob pressão, Camila foi a referência ofensiva nos dois momentos mais importantes da partida