Cinco golos para um cartão de visita de campeão, Benfica vence Jimbee
O SL Benfica confirmou o favoritismo e venceu o Jimbee Cartagena por 5-2, no segundo jogo do sábado do Record Internacional Masters Futsal 2026, novamente com casa cheia na Arena de Portimão. Fiel à identidade que lhe valeu o bicampeonato português, o conjunto de Cassiano Klein esteve sempre na frente do marcador, controlou as decisões do jogo e resolveu de vez o encontro num arranque de segunda parte demolidor, depois de um curto 1-0 ao intervalo.
O tom foi dado de imediato. Logo aos 20 segundos, num lateral ofensivo na direita, Arthur assistiu para a zona frontal e Silvestre, de primeira, disparou uma bomba irrepreensível ao ângulo, sem hipótese de defesa — o melhor golo do dia e o mote para o 1-0. O Jimbee, que começara a defender na linha do meio-campo a "dar" a construção ao Benfica, reagiu à desvantagem subindo as linhas e aumentando a intensidade.
Com Léo Gugiel a ser aposta regular como guarda-redes subido nos primeiros minutos, o Benfica foi mexendo no seu quarteto — ora no 4:0 dinâmico, ora no 3:1 com Tchuda e Rúben Góis a esticar o jogo —, mostrando a habitual variabilidade ofensiva. Os espanhóis, sempre a atacar em 3:1 e alternando Waltinho, Muhammad e Pablo Ramírez na função de pivô, foram ganhando metros e faltas, com o esquerdino Castejón como elemento mais desequilibrador. A melhor ocasião coube, porém, a um lance genial encarnado: um passe longo para as costas da defesa, com Kutchy a receber de calcanhar em corrida e a ficar na cara do guardião, ainda que o remate final não tenha saído bem. Já André Correia, entrado para a baliza aos dez minutos, evitou o empate com duas defesas na mesma jogada. Ao intervalo, o curto 1-0 não refletia por inteiro o controlo encarnado.
A segunda parte começou como a primeira acabou: com o Benfica a mandar. Ao minuto 23, Léo Gugiel, de novo entre os postes, foi decisivo ao subir no terreno para atrair o quarteto adversário e, com um passe picado, descobrir Arthur na direita; o ala brasileiro explorou a vantagem posicional, atraiu o guardião e assistiu Rúben Góis para o 2-0. Ao minuto 29, num lance "a papel químico" do golo inaugural, novo lateral na direita, Arthur tocou para o meio e Afonso rematou cruzado e rasteiro para o 3-0. E ao minuto 31, tudo ficou decidido: André Coelho recuperou na pressão, a bola sobrou para Lúcio, que numa progressão diagonal da direita para o meio ganhou a frente e rematou para o 4-0.
Com o jogo resolvido, o Benfica geriu em modo confortável. Ao minuto 35, Duda lançou Gabriel Motta como guarda-redes avançado, apostando no 5x4 para ter mais bola, estratégia que deu frutos ao minuto 37, com Dário Gil a reduzir para 4-1. A resposta encarnada foi fulminante: poucos segundos depois, Kutchy roubou a bola num um-contra-um e fez o 5-1 com classe, na cara do guardião. Já à beira da buzina final, e novamente com guarda-redes avançado, Dário Gil bisou (5-2), ao desviar ao segundo poste um remate de Motta — tornando-se o primeiro jogador a marcar dois golos no Masters e a liderar a tabela de goleadores.
Foi um triunfo sem mácula do SL Benfica, que capitalizou o facto de estar sempre na frente para controlar os ritmos e as decisões, foi forte no corredor central e nas zonas críticas e permitiu pouquíssimas ocasiões de bola corrida ao adversário. Uma exibição de maturidade e critério, com o jogo permanentemente na mão. Já o Jimbee Cartagena, apesar de ter subido a intensidade e de ter ganho metros com o guarda-redes avançado, nunca conseguiu discutir verdadeiramente o resultado, pagando caro o golo madrugador sofrido e o ascendente encarnado nas zonas de decisão. O Benfica arranca assim a lançado no torneio e prepara já o duelo com o Palma.
Figura do Jogo: Arthur (SL Benfica)
O ala brasileiro foi o grande criador da tarde encarnada. Assistiu Silvestre no golaço inaugural, descobriu Rúben Góis no 2-0 após a subida de Gugiel e esteve na origem do 3-0 de Afonso, materializando com passe e critério o domínio da equipa de Cassiano Klein. Sempre presente nas jogadas de perigo e determinante na exploração das vantagens posicionais, Arthur foi o rosto da eficácia benfiquista. Menção para Silvestre, autor do melhor golo do dia, e para Kutchy, decisivo na resposta ao 4-1.