Leões começam play-off com mão cheia em Torres Vedras



O Sporting CP entrou a vencer nos quartos de final do play-off da Liga Placard, ao bater o SCU Torreense por 0-5, num jogo em que confirmou o favoritismo com uma exibição sólida, madura e marcada pela eficácia nos momentos certos. Recém-coroada campeã europeia, a equipa de Nuno Dias foi recebida com guarda de honra do Torreense, num gesto de fair play antes de uma partida que rapidamente passou da homenagem à exigência competitiva.

O encontro começou com o Torreense a tentar mostrar personalidade. Célio Coque foi o primeiro a ameaçar, com um remate forte ao lado, mas o Sporting rapidamente pegou no jogo, começou a circular com critério e a procurar espaços no bloco defensivo adversário. Felipe Valério, ainda em grande rotação depois da Final Four europeia, tentou pelo corredor central, enquanto Pauleta apareceu em zonas de finalização, embora sem conseguir dar o melhor seguimento às primeiras combinações leoninas.

Aos 5 minutos, surgiu o primeiro golpe. Alex Merlim trabalhou uma bola parada após pontapé de linha lateral e deixou em Diogo Santos, que, já fora da área, encheu o pé esquerdo e fez o 0-1, num remate forte que deixou Bruno Felipe sem reação. O Sporting passava para a frente com um lance de laboratório, bem executado e à imagem da qualidade técnica que a equipa consegue imprimir nas bolas paradas.

O Torreense respondeu quase de imediato e esteve perto do empate aos 6 minutos, numa desatenção defensiva leonina que deixou Danny muito perto do golo. A bola passou rente ao poste e serviu de aviso: o Sporting mandava, mas não podia desligar.

Ainda assim, a equipa visitante manteve sempre maior controlo. Felipe Valério obrigou Bruno Felipe a nova intervenção, e o guarda-redes torreense foi segurando a equipa da casa, sobretudo numa fase em que o Sporting acelerava pelas alas e procurava atacar a zona frontal. Do outro lado, Duarte Correia tentou de ângulo fechado, mas sem sucesso.

Aos 12 minutos, o Sporting voltou a marcar. Bruno Pinto recebeu junto à linha esquerda, cortou para o pé direito e disparou um remate violento para o 0-2, após assistência de Tomás Paçó. Foi um golo de força, decisão e qualidade individual, que colocou o Torreense numa posição muito difícil ainda antes do intervalo.

Cláudio Martins pediu pausa técnica aos 14 minutos, tentando reorganizar a equipa, e o Torreense ainda dispôs de uma ocasião clara por Romada, aos 16 minutos, mas o lance perdeu-se na hora da finalização. O Sporting respondeu com insistência, e Bruno Felipe voltou a estar em destaque, travando primeiro um remate cruzado de Felipe Valério e, logo a seguir, segurando uma tentativa de calcanhar de Tomás Paçó.

Ao intervalo, o 0-2 traduzia a superioridade leonina, mas também deixava claro que o Torreense tinha conseguido sobreviver graças à boa exibição do seu guarda-redes e a alguma falta de eficácia do Sporting em situações de perigo.

Na segunda parte, o Torreense mudou de guarda-redes, com Cristiano Marques a assumir a baliza, mas o guião manteve-se. O Sporting entrou novamente forte, com Pauleta a ameaçar logo a abrir e Tomás Paçó a obrigar Cristiano a defesa de reflexos. O Torreense tentou reagir, primeiro por Célio Coque, depois por Tintim, que apareceu em boa posição aos 24 minutos, mas Bernardo Paçó respondeu com uma defesa de classe, mantendo a baliza leonina inviolada.

O jogo ainda teve uma fase em que o Torreense conseguiu aproximar-se mais da área leonina, com Romada a atirar ligeiramente por cima e Célio a voltar a ameaçar, mas o Sporting tinha mais argumentos, mais soluções e maior capacidade para ferir quando encontrava espaço.

Aos 29 minutos, chegou o terceiro. Num lance muito semelhante ao primeiro golo, Alex Merlim voltou a assumir a bola parada e deixou para Tomás Paçó, que disparou de pé direito e bateu Cristiano Marques para o 0-3. O Sporting repetia a fórmula e praticamente sentenciava o jogo.

Dois minutos depois, a vantagem aumentou. Transição rápida dos leões, Pauleta a servir Alex Merlim pela direita e o capitão leonino a rematar forte e cruzado para o 0-4. O jogo ficava resolvido, com o Sporting a demonstrar a sua capacidade para alternar entre ataque organizado, bola parada e transição.

O Torreense ainda tentou mudar o cenário com o 5x4, lançando Nicolas Tomé como guarda-redes avançado aos 32 minutos. A equipa da casa procurou circular, ganhar metros e encontrar o golo de honra, mas voltou a esbarrar na organização defensiva leonina. Gabrielzinho teve uma boa oportunidade aos 34 minutos, após erro de Allan Guilherme, mas Bernardo Paçó voltou a vencer o duelo. Pouco depois, Gonçalo Portugal entrou para a baliza do Sporting e também respondeu presente, segurando um desvio de cabeça de Vicente Guia ao segundo poste.

Nos minutos finais, o Sporting ainda podia ter aumentado por Ivan Chishkala, que atirou por cima com a baliza aberta, e por Pauleta, travado pelo poste aos 38 minutos. Mas o quinto golo acabaria por chegar no último minuto. O Torreense arriscava no 5x4, Alex Merlim conduziu pela esquerda e descobriu Bruno Pinto, que só teve de encostar de pé esquerdo para o 0-5. Foi o 50.º golo da temporada do internacional português, fechando uma vitória clara e sem contestação.

Foi um triunfo justo, sólido e autoritário do Sporting CP, que entrou no play-off com a seriedade de quem sabe que a fase decisiva não permite relaxamento. A equipa de Nuno Dias controlou a maior parte do encontro, mostrou variedade ofensiva e manteve sempre uma organização defensiva muito competente.

Já o SCU Torreense teve momentos de resposta e algumas ocasiões para marcar, mas acabou por pagar caro a menor eficácia e a dificuldade em acompanhar a velocidade de circulação e decisão do adversário. A equipa da casa resistiu enquanto conseguiu, sobretudo graças às intervenções de Bruno Felipe na primeira parte, mas o Sporting foi demasiado forte.

A figura da partida foi Alex Merlim, decisivo na construção da vitória leonina, com influência direta em vários golos, qualidade nas bolas paradas e capacidade para controlar os ritmos do jogo. Num Sporting coletivo e competente, o capitão foi o cérebro que ligou os momentos decisivos da goleada.


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