Cartagena termina no pódio europeu após batalha com o Étoile
O Cartagena Costa Cálida conquistou o terceiro lugar da UEFA Futsal Champions League, depois de bater o Étoile Lavalloise nas grandes penalidades, num encontro intenso, emotivo e novamente decidido no detalhe. Depois das derrotas sofridas nas meias-finais, ambas também após desempate da marca dos seis metros, espanhóis e franceses proporcionaram mais um duelo equilibrado em Pesaro, terminado com nova festa espanhola.
Tal como tinha acontecido frente ao Sporting na edição passada, o Cartagena voltou a encontrar nos penáltis o caminho para o bronze europeu.
A equipa orientada por Duda entrou melhor na partida, mais agressiva na pressão e mais confortável com bola. Logo nos primeiros minutos, Gon Castejón e Francisco Cortés criaram perigo, enquanto o Étoile procurava responder através de Mohammed e Mouhoudine.
O primeiro golo surgiu aos 8 minutos. Osamanmusa ultrapassou o adversário direto pela esquerda e, já de ângulo apertado, rematou forte para o fundo das redes, colocando o Cartagena em vantagem.
A formação espanhola continuou mais perigosa e acabou por ampliar a diferença aos 11 minutos. Depois de uma recuperação alta, Pablo Ramirez apareceu em boa posição e disparou um remate forte para o 2-0, deixando o Étoile em dificuldades.
A equipa francesa, no entanto, voltou a mostrar a personalidade que tinha impressionado nas meias-finais frente ao Palma. Aos 15 minutos, Lutin assistiu Abdessamad Mohammed, que reduziu para 2-1 e relançou completamente o encontro.
Pouco depois, o Étoile chegou mesmo ao empate. Waltinho cometeu falta dentro da área e foi assinalada grande penalidade. Mouhoudine assumiu a cobrança e fez o 2-2, devolvendo equilíbrio ao marcador antes do intervalo.
Depois de uma primeira parte dividida, a etapa complementar trouxe ainda mais intensidade e emoção. O Cartagena voltou a pressionar forte, criou perigo por Mellado e Osamanmusa, mas foi o Étoile quem conseguiu operar a reviravolta.
Aos 28 minutos, depois de uma recuperação de bola em zona alta, Bilal Bakkali intercetou uma reposição do guarda-redes espanhol e finalizou com enorme qualidade para o 2-3, consumando a cambalhota francesa.
O Cartagena acusou o momento, mas não desistiu. A equipa espanhola aumentou o ritmo ofensivo, assumiu mais riscos e começou a empurrar o Étoile para trás. Mellado ainda acertou no ferro e os franceses foram resistindo como podiam, já com o adversário carregado de faltas.
O empate acabaria por surgir aos 34 minutos. Gon Castejón conduziu vários metros sem oposição e, de pé esquerdo, rematou rasteiro e cruzado para o 3-3, reacendendo a esperança espanhola e levando o jogo para minutos finais de enorme tensão.
O Étoile esteve muito perto de evitar os penáltis no último lance da partida. Já dentro do último minuto, Mouhoudine disparou um remate violentíssimo que embateu na base do poste da baliza do Cartagena, naquele que foi o derradeiro suspiro francês antes do apito final.
Sem prolongamento neste encontro de atribuição do terceiro lugar, a decisão avançou diretamente para as grandes penalidades.
Aí, o Cartagena mostrou sangue-frio absoluto. Waltinho, Tomaz Braga, Pablo Ramirez, Mellado e Juninho converteram todas as cobranças espanholas, enquanto no lado francês marcaram Mouhoudine, Mohammed, Megrous e Bakkali.
O momento decisivo surgiu quando Nelson Lutin permitiu a defesa do guarda-redes espanhol, oferecendo ao Cartagena a oportunidade de fechar a série. Juninho não desperdiçou e confirmou o triunfo por 5-4 nos penáltis.
O Cartagena termina assim a competição no terceiro lugar, repetindo o bronze conquistado na temporada passada, novamente através de um desempate dramático da marca dos seis metros. A equipa espanhola mostrou maturidade competitiva, soube reagir aos momentos difíceis e voltou a revelar enorme competência emocional nos penáltis.
Já o Étoile Lavalloise despede-se de Pesaro sem medalha, mas com uma campanha histórica. A equipa francesa confirmou ao longo da final-four que tem qualidade para competir ao mais alto nível europeu, deixando uma imagem extremamente positiva apesar da derrota.
A figura da partida foi Gon Castejón, decisivo pelo impacto ofensivo, pela capacidade de transporte e pelo golo que devolveu esperança ao Cartagena num momento crítico do encontro. Também Mohammed e Bakkali estiveram em destaque no lado francês, enquanto Juninho acabou por assumir o remate decisivo que garantiu o bronze à formação espanhola.
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