Jimbee Cartagena: intensidade, pivô e alas de desequilíbrio no caminho do Sporting
O Jimbee Cartagena chega à final four da UEFA Futsal Champions League como campeão espanhol em título e com uma identidade muito própria dentro do panorama europeu. A equipa orientada por Duda mistura agressividade competitiva, jogo apoiado em pivô e uma enorme capacidade de desequilíbrio individual nas alas.
Frente ao Sporting CP, os espanhóis apresentam-se como uma das equipas tacticamente mais completas da competição e com vários jogadores habituados aos grandes palcos internacionais.
Chemi inicia muito do jogo desde trásNa baliza aparece Chemi, guarda-redes internacional espanhol e peça importante na primeira fase de construção do Cartagena. Apesar de não ser um guarda-redes particularmente ofensivo na procura do remate exterior, participa constantemente nas saídas sob pressão e oferece critério na circulação inicial.
É comum ver o Jimbee Cartagena utilizar o guardião para criar superioridade na primeira linha e escapar às pressões altas adversárias.
Pivôs com características diferentesA equipa espanhola raramente abdica de jogar com pivô declarado e apresenta soluções muito distintas nessa posição.
Pablo Ramírez é provavelmente o jogador mais físico do sector ofensivo. Forte no contacto, agressivo na ocupação de espaços interiores e difícil de controlar em duelos individuais, o espanhol funciona muitas vezes como referência directa para jogo mais vertical.
Já Waltinho, antigo jogador do Sporting, oferece uma dinâmica completamente diferente. Mais móvel, técnico e associativo, baixa frequentemente no terreno para ligar jogo e acelerar combinações ofensivas.
A terceira solução chama-se Muhammad Osamanmusa. O internacional tailandês soma 17 golos em 37 jogos esta temporada e destaca-se pela agressividade perto da área, pela mobilidade e pela facilidade com que aparece em zonas de finalização.
Miguel Mellado é a principal referência ofensivaNas alas, o grande destaque vai para Miguel Mellado, internacional espanhol e um dos jogadores mais desequilibradores da equipa.
Canhoto, actua preferencialmente sobre a direita para procurar movimentos interiores e criar situações de remate. Tecnicamente muito evoluído, é um jogador forte no um para um e capaz de decidir partidas através da criatividade individual.
Do lado contrário surge Francisco Cortés, ala de pé direito que parte da esquerda para zonas interiores. Muito do jogo ofensivo do Cartagena nasce precisamente desta dinâmica de alas de “pé trocado”, permitindo constantes diagonais, combinações interiores e situações de remate frontal.
Cortés regressa, Motta deve falharDepois de várias semanas afastado por lesão, Francisco Cortés deverá regressar às opções para a final four. O ala espanhol já voltou aos treinos e poderá ser utilizado frente ao Sporting.
Em sentido contrário, Gabriel Motta continua condicionado fisicamente e deve ser baixa importante para Duda. O internacional italiano oferece capacidade de remate exterior e agressividade ofensiva nas rotações.
Tomaz Braga dá equilíbrio defensivoNo plano defensivo, Tomaz Braga é uma das figuras mais importantes da equipa espanhola. O experiente fixo de 35 anos destaca-se sobretudo pela inteligência táctica e pela capacidade de antecipação.
Especialista na marcação a pivôs, raramente rompe em condução ou cria desequilíbrios ofensivos, mas oferece estabilidade posicional e liderança nos momentos defensivos.
Também Juninho, jogador capaz de actuar como fixo ou ala, surge frequentemente utilizado em missões mais defensivas e de maior desgaste físico.
Eliminação do Kairat confirmou ambição europeiaO Jimbee Cartagena chegou à final four depois de eliminar o AFC Kairat nos quartos-de-final da competição.
A formação espanhola venceu em Almaty por 1-2 e confirmou o apuramento em casa com um triunfo expressivo por 7-4.
Darío Gil e Juninho marcaram no Cazaquistão, enquanto na segunda mão Pablo Ramírez, Waltinho e Gabriel Motta bisaram, com Muhammad Osamanmusa a completar a lista de marcadores.