Quando tudo começou em 23 segundos: Nun’Álvares segue para a final da Taça de Portugal



O GCR Nun’Álvares garantiu presença na final da Taça de Portugal Feminina com uma vitória clara por 5-0 frente à Escola DC Gondomar, num encontro praticamente decidido nos primeiros minutos e marcado pela superioridade da formação orientada por Paulo Tavares ao longo dos 40 minutos.

A entrada em jogo foi determinante para o desfecho da partida. Com apenas 23 segundos jogados, Camila Silva inaugurou o marcador, numa ação individual pela ala esquerda, onde ganhou no 1x1 e finalizou com o pé esquerdo para o 1-0. Um início fulminante que colocou desde cedo o Nun’Álvares em posição de controlo.

A equipa de Fafe manteve a intensidade e voltou a criar perigo, chegando ao segundo golo aos 5 minutos. Dinha voltou a desequilibrar pela esquerda e assistiu Beatriz Fonseca ao segundo poste, que apenas teve de encostar para o 2-0, explorando bem as debilidades defensivas da equipa gondomarense.

O Gondomar tentou reorganizar-se, com Vítor Fonseca a pedir desconto de tempo aos 12 minutos, mas as dificuldades em travar a dinâmica ofensiva adversária mantiveram-se. O Nun’Álvares continuava mais agressivo, mais organizado e mais eficaz.

Perto do intervalo, voltou a surgir um momento-chave. Aos 19 minutos, Ana Azevedo fez o 3-0, concluindo uma jogada coletiva de grande qualidade, iniciada por Camila, com envolvimento de Lídia Moreira em zona de pivô e finalização da capitã na zona de grande penalidade. Um golo que praticamente sentenciava o jogo ainda antes do descanso.

Na segunda parte, o cenário manteve-se. O Nun’Álvares entrou novamente forte e ampliou rapidamente a vantagem. Aos 22 minutos, Camila Silva bisou, num lance individual onde partiu da esquerda para o meio e rematou colocado para o 4-0.

Sem capacidade de reação, o Gondomar voltou a sofrer poucos minutos depois. Aos 26 minutos, Lídia Moreira aproveitou um erro na saída de bola, ultrapassou a guarda-redes e fez o 5-0, num lance que refletiu bem a diferença de eficácia e agressividade entre as duas equipas.

Até final, o jogo perdeu intensidade competitiva, com o Nun’Álvares a gerir a vantagem e ainda a criar algumas situações de perigo, com destaque para o remate de Mayara ao poste aos 27 minutos. O Gondomar tentou reorganizar-se, voltando a parar o jogo aos 35 minutos, mas sem conseguir alterar o rumo da partida.

O apito final confirmou uma vitória sem contestação e o apuramento para a final.

Foi um triunfo claro e totalmente justificado do GCR Nun’Álvares, que entrou forte, foi eficaz nos momentos decisivos e controlou o jogo do início ao fim. A equipa de Paulo Tavares mostrou qualidade coletiva, intensidade e maturidade competitiva para resolver cedo uma meia-final.

Já a Escola DC Gondomar, apesar do percurso meritório até esta fase, acabou por sentir muitas dificuldades perante a intensidade e qualidade do adversário, pagando caro a entrada em jogo e os erros na fase de construção.

A figura da partida foi Camila Silva, decisiva desde os primeiros segundos, autora de dois golos e peça-chave na superioridade ofensiva do Nun’Álvares ao longo de todo o encontro


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