Nuno Dias: "A equipa trabalhou muito e mereceu esta vitória’”



Na segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Futsal Champions League, o Sporting CP venceu o SL Benfica no Pavilhão João Rocha, garantindo a passagem à Final Four. No final do dérbi, Nuno Dias respondeu às questões da conferência de imprensa, falando sobre intensidade do jogo, decisões táticas, experiência do plantel e preparação da equipa.


O que dizer sobre os adversários que irão encontrar na Final Four?

"Sem ter feito uma análise aos adversários, que não é lógico, não. Mas vai estar na Final 4 o bicampeão espanhol, que é da nossa gente. Vai estar o tricampeão europeu Palma. Vai estar o Sporting. E vai estar uma equipa francesa, que não com este nome, mas com outro nome, já tinha estado numa Final 4. Curiosamente na Barcelona, em Riga, com muitos jogadores que nós conhecemos, quer da seleção francesa, quer da seleção marroquina, que é uma seleção neste momento top mundial.

E que hoje venceu categoricamente, foi o único jogo que eu vi. O nosso, claro, mas vi este jogo à tarde. É uma equipa com muita qualidade. Os internacionais franceses são muito bons, os marroquinos são muito bons. É uma equipa que joga muito bem. São quatro equipas que, na minha opinião, qualquer uma pode aspirar a vencer a competição. Todas têm qualidade, todas têm coisas muito boas. Mas a seu tempo, veremos de quem será o adversário das meias. Será só para maio, penso eu."

A seu tempo, a vermos de quem será o adversário das meias. De lá, temos é que prestar atenção ao que fizemos hoje, que foi extraordinário. A equipa trabalhou muito. Toda a gente trabalhou muito para que o resultado de hoje fosse bom para nós. Precisávamos ganhar por dois golos de diferença, ganhámos por três, mas ganhámos de uma forma com categoria, com qualidade, com nível, num ambiente extraordinário.

Eu não acredito que haja algum clube que faça uma atmosfera deste género, que nos ajuda e que nos leva para coisas boas e para a superação, em momentos difíceis. E hoje, mais uma vez, o João Rocha foi extraordinário na forma como nos ajudou. Tem sido assim ao longo dos anos, em todas as modalidades. Ainda bem que assim é, e ainda bem que os adeptos reconhecem este esforço, e a nossa forma de retribuir é fazer boas exibições, bons jogos e agradecer à atmosfera que eles criam.


O que reflete a atitude do Bernardo Paçó no final do jogo?

"No final, a atitude do Bernardo que foi festejar para os adeptos é normal. Vocês conhecem esta forte ligação da equipa com os adeptos. Tanto o Bernardo como o Tomás são carismáticos, e se todos nós vivemos o suporte de forma intensa, eles vivem em dobro. E acredito que o que aconteceu foi algo desse género. Não vi mais nada."


O facto de terem atingido as cinco faltas tão cedo influenciou a primeira parte?

"Entrámos, acima de tudo, com determinação enorme, a pressionar no campo todo, a tentar roubar bolas. Isso levou-nos a atingir a quinta falta muito cedo, faltando ainda cerca de 10 minutos para acabar a primeira parte. Quando isso acontece, temos que nos conter, controlar e segurar, principalmente contra jogadores como a Fica, que desequilibram muito no 1x1. Não podemos pressionar tanto, precisamos de recuar e organizar melhor a nossa linha defensiva. Isso é normal, não só pela qualidade do adversário, mas também pelo facto do jogo ter-se desenrolado desta forma."


“Que momentos-chave da segunda parte destacaria?”

"Na segunda parte, o 4-3 surge de um lance em que o Benfica quer finalizar, erra a finalização e a bola sobra para o melhor momento da equipa. Antes, se tivessem finalizado com êxito, provavelmente não seria golo. Depois, corrigimos algumas coisas, subimos mais vezes quando tínhamos que subir, baixámos quando necessário, controlámos melhor os espaços e conseguimos marcar golos de bola parada e livres bem trabalhados, que nos deixaram mais confortáveis para defender o 5x4."


Esta experiência do plantel pesou na vitória?

"Não é a experiência por si só. Tem a ver com a qualidade e preparação dos jogadores. Eles foram extraordinários na entrega, lutaram por todos os lances, fomos muito mais fortes nos duelos comparado com jogos anteriores. O jogo é de um contra um, bolas divididas, muitos saltos e situações em que ninguém controla a bola, e a maior parte das vezes quem chegou primeiro conseguiu roubar e ter sucesso."

Dois jogadores não treinaram durante a semana. O sacrifício deles hoje foi absolutamente extraordinário. Contribuíram para a equipa, mesmo com pouco tempo, e contagiaram todos à volta com atitude e alegria, dentro e fora de campo. Isto mostra a união, espírito e entrega desta equipa, e é algo de que me orgulho como treinador.

Os dérbis têm muitas nuances táticas: bolas paradas, um contra um, subidas laterais, gestão do 5x4. Hoje conseguimos pressionar, defender e alternar estratégias conforme necessário. Todas essas nuances foram importantes e contribuíram para a vitória. Não consigo dizer que uma foi a mais decisiva, todas são importantes.


O que representa a sexta Final Four consecutiva?

É a sexta Final Four seguida para o Sporting, um feito extraordinário. Reflete a continuidade do trabalho, a qualidade e espírito da equipa, e a forma como os jogadores se entregam dentro e fora de campo.


Conclusão

O Sporting CP demonstrou força, qualidade e união, com uma vitória merecida e bem construída. Nuno Dias destaca a importância da entrega, sacrifício e união do plantel, assim como do apoio dos adeptos, fatores decisivos para a presença em mais uma Final Four europeia.


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