A França empatou no último suspiro, a Croácia venceu no último gesto e conquista a medalha de Bronze
A Croácia conquistou a medalha de bronze no UEFA Futsal EURO ao vencer a França no desempate por penáltis (6-5), depois de um empate eletrizante a 5-5 no tempo regulamentar, este sábado, na Arena Stožice, em Ljubljana. Foi um duelo de parada e resposta, com sucessivas reviravoltas, emoção constante e um final absolutamente dramático, decidido apenas na marca dos seis metros.
A França entrou melhor e foi a primeira a marcar, aproveitando uma bola parada logo aos 3’02’’. Menendez apareceu na direita após um esquema bem trabalhado e finalizou com qualidade para o 1-0, dando vantagem a uma equipa gaulesa que procurava manter-se fiel ao seu crescimento no torneio, com intensidade e agressividade ofensiva. A Croácia respondeu de imediato, subindo linhas e pressionando alto, e essa insistência acabou por ser recompensada aos 12’19’’, num lance em que Antonio Sekulić mostrou classe: recuperou em zona adiantada, ultrapassou Lokoka e atirou com frieza junto ao ângulo para o 1-1.
O jogo ganhou ritmo e intensidade, com a Croácia a assumir mais volume ofensivo. A pressão continuou a sufocar a saída francesa e, já perto do intervalo, surgiu a cambalhota no marcador. Aos 18’53’’, após nova recuperação alta, Sekulić serviu Jurlina, que concluiu para o 1-2, colocando a Croácia em vantagem e premiando a equipa que, nessa fase, chegava com mais frequência e perigo à baliza.
A segunda parte começou com a Croácia determinada a fechar o jogo cedo, e voltou a marcar praticamente no primeiro grande momento. Aos 20’20’’, Jelovčić recuperou em zona alta e rematou com potência; Lokoka ainda tocou, mas não evitou o 1-3, um golpe duro para uma França que, até aí, tinha conseguido manter-se viva na discussão do resultado.
A resposta francesa, porém, foi imediata e cheia de ambição. No arranque do segundo tempo, a equipa de Raphaël Reynaud acelerou, subiu a agressividade e voltou a entrar no jogo através de um lance de grande execução. Aos 21’18’’, na sequência de canto, Mouhoudine colocou no segundo poste e Guirio finalizou de primeira com um remate cruzado para o 2-3, relançando por completo a disputa pelo bronze.
O encontro transformou-se numa sequência de golpes e contra-golpes. A Croácia voltou a ganhar margem aos 29’03’’, com uma jogada coletiva bem construída: Vukmir cruzou rasteiro e Hrstić apareceu em velocidade para finalizar e fazer o 2-4, num momento em que parecia abrir-se o caminho para a medalha. A França não se rendeu e reduziu aos 31’19’’, novamente com Guirio no sítio certo, a empurrar ao segundo poste após defesa incompleta, colocando o marcador em 3-4 e devolvendo a crença aos gauleses.
Quando o jogo se aproximava dos minutos finais, a Croácia pareceu, mais uma vez, lançar o golpe decisivo. Aos 35’59’’, num lance coletivo de grande qualidade, Čekol cruzou e Perić finalizou colocado para o 3-5, recuperando dois golos de vantagem e deixando a França encostada às cordas.
Só que o desfecho ainda guardava uma tempestade final. Aos 37’34’’, Guirio completou o hat-trick com um remate forte de longa distância para o 4-5, devolvendo tensão máxima ao encontro. E, já dentro do último minuto, com a França a forçar tudo e a Croácia a defender no limite, chegou o momento mais dramático: aos 39’53’’, a seleção francesa empatou a partida em cima do apito, com Mouhoudine a desviar para dentro uma bola que parecia ir para fora, fixando o 5-5 e levando a Arena Stožice ao delírio.
Sem prolongamento, a decisão seguiu para o desempate por penáltis. A série foi longa e tensa, com várias conversões de parte a parte, até ao instante decisivo: Touré falhou o seu penálti pela França, e logo depois Vukmir não tremeu, convertendo para a Croácia e fechando o 6-5 nos penáltis, garantindo a primeira medalha da história croata no torneio.
Foi um triunfo de resiliência e frieza da Croácia, que esteve várias vezes por cima, viu a vitória escapar-se a segundos do fim, mas manteve o controlo emocional no desempate por penáltis para conquistar o bronze. A França, apesar de uma exibição de enorme coragem e de uma recuperação épica no último minuto, acabou por pagar caro a incapacidade de segurar os momentos em que esteve em vantagem e o erro decisivo na marca dos seis metros.
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