Com a qualificação garantida, Japão joga o controlo; Uzbequistão joga a sobrevivência



O Grupo C da AFC Futsal Asian Cup Indonesia 2026 entra na sua fase decisiva com um duelo de alto risco entre Japão e Uzbequistão. Os japoneses já garantiram a qualificação, enquanto a formação de Nodir Elibaev precisa pontuar para não ficar dependente de terceiros.

Depois do triunfo claro frente ao Tajiquistão (3-0), o Japão confirmou a passagem aos quartos-de-final com uma jornada de antecedência. Ainda assim, Kensuke Takahashi não escondeu a exigência interna.

“Fomos pacientes no ataque, sólidos a defender e cumprimos o objetivo”, sublinhou o selecionador nipónico, satisfeito com a evolução tática e com a maturidade exibida após a eliminação precoce em 2024.

Japão: controlo, paciência e rigor defensivo

O Japão voltou a mostrar a sua identidade: posse consciente, circulação longa, ataque organizado e forte equilíbrio defensivo. Takahashi já aponta o foco para o próximo desafio:

“O Uzbequistão é fisicamente forte e com histórico competitivo. Será um jogo difícil, mas Tajiquistão e Uzbequistão partilham padrões semelhantes. Vamos ajustar detalhes.”


Uzbequistão: reação, intensidade… e autocrítica

Com quatro pontos, fruto da vitória sobre a Austrália (4-2), o Uzbequistão entra obrigado a ir a fundo. Frente aos australianos, a equipa mostrou capacidade de reação, recuperando de dois golos de desvantagem e assumindo o controlo do jogo.

Apesar da reviravolta, Elibaev foi claro:

“Podemos jogar muito melhor. Faltou agressividade inicial e maior rigor nos nossos esquemas.”

O técnico uzbeque sabe que, contra o Japão, não haverá margem para erros mentais:

“Se jogarmos como hoje, o Japão não nos dará qualquer hipótese. São uma das equipas mais fortes da Ásia, em todos os aspetos.”


O jogo que pode baralhar contas


À espreita está o Tajiquistão, que ainda sonha com a qualificação se vencer a Austrália e o Uzbequistão sair derrotado.

Apesar da derrota frente ao Japão, Pairav Vohidov valorizou a exibição:

“Competimos bem durante muito tempo, mas faltou maturidade emocional nos momentos decisivos.”


Do lado australiano, Miles Downie reconheceu superioridade adversária frente ao Uzbequistão:

“Eles tiveram sempre soluções. Cometemos erros táticos e não soubemos ler o jogo com o guarda-redes deles.”


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