Uruguai vence no limite, bate o Paraguai e mantém vivo o sonho das semifinais
O Uruguai assinou uma vitória dramática sobre o Paraguai (2-1) e manteve-se plenamente na luta por um lugar nas semifinais da CONMEBOL Copa América Futsal 2026™, num jogo decidido a apenas dois minutos do fim e marcado por tensão permanente.
A partida, que encerrou a quarta rodada do Grupo A, começou com um primeiro tempo extremamente equilibrado, intenso no duelo físico e com poucas concessões defensivas. O 0-0 ao intervalo espelhava um jogo fechado, de muito estudo e onde cada posse era disputada como se fosse decisiva. O grupo permanecia completamente em aberto, com quatro seleções ainda vivas na corrida pela classificação.
O segundo tempo trouxe finalmente o caos competitivo que o jogo prometia. Logo aos 5 minutos, Nicolás Martínez apareceu bem posicionado para finalizar e colocar o Uruguai em vantagem, premiando uma entrada mais agressiva da Celeste após o descanso.
O Paraguai respondeu com personalidade. Beneficiando de superioridade numérica, a Albirroja apostou no goleiro-linha e foi recompensada aos 11 minutos, quando Javier Salas apareceu para empatar o encontro e relançar totalmente o jogo.
A partir daí, o Paraguai manteve a pressão máxima, insistindo no ataque com cinco homens e empurrando o Uruguai para trás. Mas o risco acabou por ser fatal. Já dentro dos dois minutos finais, um ataque paraguaio mal concluído permitiu a Christian Gaitán recuperar a bola e arriscar de longe. O remate, sem deixar a bola quicar, percorreu toda a quadra e entrou na baliza deserta, selando um 2-1 épico e arrancando explosão de alegria no banco uruguaio.
Com este triunfo, o Uruguai chega aos 7 pontos, igualando a Argentina no topo do grupo, e deixa tudo em aberto para a última rodada, onde decidirá a classificação frente ao Peru (6 pontos). O Paraguai, com 3 pontos, despede-se da fase de grupos frente à Argentina.
Num jogo de margens mínimas, Christian Gaitán foi decisivo quando mais importava. Seguro durante toda a partida, respondeu presente nos momentos de maior pressão paraguaia e acabou por marcar um golo de goleiro a goleiro, raro, difícil e absolutamente decisivo.
Mais do que o golo, foi a sua capacidade de leitura do risco, a frieza no momento final e a liderança emocional que fizeram a diferença. Num torneio curto, estes momentos constroem campanhas — e o Uruguai segue vivo graças ao seu guarda-redes.