Ucrânia impõe lei do jogo, elimina a Chéquia e confirma lugar nos quartos-de-final



A Ucrânia confirmou o favoritismo e fechou o Grupo B com uma vitória convincente sobre a Chéquia (5-3), garantindo o segundo lugar e a 11.ª qualificação consecutiva para os quartos-de-final do Europeu de Futsal, um registo que se mantém ininterrupto desde 2001.

Desde o apito inicial, o jogo teve um sentido claro. A seleção orientada por Oleksandr Kosenko assumiu o controlo territorial, pressionou alto e empurrou a Chéquia para zonas defensivas, traduzindo essa superioridade em números: 44 remates em 72 tentativas totais da partida.

A resistência checa durou enquanto o marcador esteve fechado. Žežulka foi decisivo nos primeiros minutos, mas a insistência ucraniana acabou por encontrar caminho. Ihor Cherniavskyi inaugurou o marcador com um remate rasteiro e colocado, e pouco depois Yevhenii Zhuk aproveitou uma segunda bola para ampliar para 2-0, resultado que não espelhava totalmente o desequilíbrio visto na primeira parte.

Na segunda metade, a Ucrânia mostrou maturidade competitiva. Sem precipitações, acelerou nos momentos certos e matou o jogo quando teve espaço para o fazer. Danyil Abakshyn apareceu então como elemento-chave, marcando dois golos decisivos — um em recuperação defensiva seguida de finalização fria, outro num remate de elevado grau técnico após bola parada — que colocaram o resultado fora do alcance checo.

A Chéquia ainda reagiu, com golos de Pavel Drozd, Adam Knobloch e Radim Záruba, aproveitando algum relaxamento defensivo e situações de maior exposição, mas nunca conseguiu verdadeiramente reabrir a discussão do jogo. Pelo contrário, Nazar Shved voltou a ampliar a vantagem e devolveu tranquilidade total aos ucranianos.

No final, a leitura é inequívoca:
Ucrânia segue em frente, sólida, organizada e fiel à sua identidade competitiva.
Chéquia despede-se, apesar de uma fase de grupos intensa e emocionalmente positiva, mas penalizada pela falta de consistência defensiva.

O próximo obstáculo será exigente: a França nos quartos-de-final.


Figura do jogo: Danyil Abakshyn (Ucrânia)

Num jogo de domínio coletivo, Abakshyn destacou-se como o fator desequilibrador.
Autor de dois golos, foi decisivo nos momentos de rutura do encontro, aliando intensidade defensiva, leitura de jogo e eficácia na finalização. Sempre disponível entre linhas, deu profundidade, atacou o espaço e assumiu responsabilidades quando o jogo pedia definição.

Mais do que os golos, deixou a marca de quem sabe quando acelerar e quando gerir — exatamente o perfil que explica a regularidade da Ucrânia nas fases decisivas do Europeu.

Foto: GettyImagens


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