Portugal sofreu, pensou e decidiu — Jorge Braz explica a vitória
A Seleção Nacional de Futsal venceu por 6-2 Itália, este sábado, na Stozice Arena (Ljubljana, Eslovénia), num encontro relativo à 1.ª jornada do Grupo D. No final do encontro, o Selecionador Nacional Jorge Braz destacou o crescimento da Seleção Nacional apos um início difícil.
“Parece que já é tradição começarmos assim, a sofrer um golo cedo.”
Há mérito da Itália, naturalmente, mas também algum demérito nosso. Eles marcam numa bola parada, fruto da forma como prepararam o início do jogo, e isso é mérito. Estas coisas acontecem e, como já referi noutras ocasiões, nunca são uma catástrofe. Acontece há muito tempo connosco.
“Fomos entrando no nosso jogo, fomos crescendo e acabámos por virar o resultado.”
A partir de determinada altura começámos a ser Portugal. Fomos crescendo ao longo do jogo. Sei bem como é sempre o primeiro jogo de uma grande competição, ainda por cima frente a uma equipa fortíssima, que nos tentou enganar aqui e ali, que tentou não nos deixar jogar e não nos deixar pressionar. Conseguirmos ultrapassar esse início menos bom foi muito importante.
“O jogo não começou 0-0, começou 1-0.”
E, mesmo assim, fico muito satisfeito com o crescimento e com o percurso da equipa ao longo do jogo.
“A primeira parte foi muito estratégica, com dois golos de bola parada.”
Na segunda parte, Portugal levou o jogo para um nível completamente diferente. Ao intervalo, aquilo que lhes disse foi simples: jogar, jogar.
“O jogador português é dos que têm mais conhecimento do jogo, mais visão estratégica e mais inteligência tática.”
Mas, por vezes, parece que nos prendemos demasiado a isso. Aqui era jogar, cada um ser ele próprio. Faltava um pouco de intencionalidade na nossa dinâmica ofensiva.
“Quando acrescentámos intencionalidade e mais intensidade — sobretudo nos movimentos que queríamos — sabíamos que iríamos desgastar mais o adversário.”
Era jogar à Portugal, de acordo com aquilo que fazemos, e cada um sentir-se bem dentro do jogo. E fomos sentindo isso cada vez mais ao longo do encontro.
“Houve até uma fase em que escusávamos de ter ficado apenas com dois golos de diferença.”
O resultado podia ter disparado.
“Eu já sabia que o primeiro jogo ia ser assim.”
Se a ansiedade já passou? Espero bem que sim. Comecei muito feliz com a preparação e com todo o processo. Se trabalhamos bem e fazemos tudo como somos, só pode começar bem.
“É normal haver nervosismo, mas a resposta dos jogadores foi brutal.”
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