Fabinho fica fora da Copa América de Futsal 2026 por opção técnica e gera surpresa no Brasil
A lista de convocados da seleção brasileira para a CONMEBOL Copa América de Futsal 2026 trouxe uma ausência que rapidamente dominou o debate no universo da modalidade: Fabinho, eleito melhor jogador do mundo em 2025, não integra as escolhas de Marquinhos Xavier para a competição continental que arranca este sábado, no Paraguai.
A decisão, confirmada como opção exclusivamente técnica, voltou a lançar interrogações sobre os critérios da seleção brasileira, sobretudo tendo em conta que o ala do Palma Futsal também ficou fora da última fase final do Campeonato do Mundo.
Ausência que não passa despercebida
A surpresa foi rapidamente amplificada nas redes sociais e na imprensa especializada. O jornalista David Candelas classificou a situação como um “episódio constante de Black Mirror”, sublinhando o contraste entre o estatuto individual do jogador e a sua ausência em dois dos maiores palcos internacionais do futsal recente.
Também Gustavo Muñana, jornalista espanhol e profundo conhecedor do futsal mundial, confirmou que Fabinho será a grande ausência do Brasil na Copa América, acrescentando que a exclusão resulta diretamente das opções de Marquinhos Xavier, técnico que lidera o projeto da seleção canarinha.
Critérios, equilíbrio e dinâmica de grupo
Numa leitura aprofundada a leitura da decisão, explica-se por o Brasil apresentar um plantel com enorme densidade de talento, “não cabem todos”. A hierarquia ofensiva da seleção brasileira passa atualmente por Pito, Dyego, Lucão e Cleber, jogadores que, nesta ordem, oferecem maior equilíbrio às dinâmicas pretendidas pelo selecionador.
Muñana reforça que os prémios individuais não garantem presença automática nas grandes competições e que, no futsal de alto rendimento, fatores como acoplamento tático, equilíbrio defensivo e pé dominante assumem um peso determinante nas escolhas finais. Nesse contexto, a elevada concorrência entre jogadores destros terá pesado na decisão.
Confiança total no selecionador
Apesar da controvérsia, o discurso que emerge do meio especializado aponta para uma leitura pragmática: Marquinhos Xavier mantém total confiança para tomar decisões difíceis, mesmo quando estas envolvem nomes consagrados do futsal mundial.
A convocatória reflete uma aposta clara na coesão coletiva, na experiência competitiva e na complementaridade de perfis, numa competição curta, intensa e disputada em ritmo elevado.
Copa América arranca no Paraguai
A CONMEBOL Copa América de Futsal 2026 decorre de 24 de janeiro a 1 de fevereiro, em Luque, no Paraguai, reunindo as dez seleções sul-americanas. O Brasil integra o Grupo B, juntamente com Venezuela, Chile, Colômbia e Bolívia, e parte como um dos principais candidatos ao título, mesmo sem o melhor jogador do mundo em funções.
A bola vai rolar — e, como tantas vezes acontece no futsal de elite, as decisões fora da quadra prometem ser quase tão discutidas quanto as que se tomam dentro dela.