Quando o leão ruge alto: Sporting autoritário vence por 6-1



O Sporting CP iniciou 2026 com uma demonstração de força e clareza tática, batendo o SC Ferreira do Zêzere por 6-1 num encontro em que a equipa de Nuno Dias dominou praticamente todos os momentos. O Ferreira entrou bem, pressionou, criou oportunidades, mas os erros individuais acabaram por ditar o rumo do jogo, perante um Sporting implacável nas transições e com um Bernardo Paçó em noite de excelência.

O jogo começou com o Sporting a assumir iniciativa. Aos 2 minutos, Wesley França finalizou uma reposição lateral com perigo, mas Pedro Martinho respondeu com segurança. Na resposta, o Ferreira quase marcou: Jô Mahrez ganhou as costas a Diogo Santos, serviu Barreto, mas Diogo recuperou de forma sensacional para travar o remate. Era um aviso da capacidade ofensiva dos homens da casa.

Aos 5 minutos, Jô voltou a ameaçar com um remate à figura de Paçó, mas foi o Sporting a desbloquear o marcador num lance que castigou um erro grosseiro: Rafael Silva fez um passe errado para a zona central e Merlim, de primeira e sem hesitações, rematou para o 0-1, batendo Pedro Martinho com classe e execução instantânea.

O Ferreira reagiu bem. Aos 6 minutos, Chico colocou uma bola perfeita nas costas da defesa, aparecendo Jô Mahrez aos 9 metros, mas o remate saiu ao lado num lance de muito perigo. Aos 8 minutos, Pedro Martinho brilhou com defesa em parede perante um remate de Diogo Santos. 

Aos 12 minutos, o Sporting voltou a acelerar e Pedro Martinho brilhou com três intervenções consecutivas: primeiro negou Felipe Valério, depois travou Pauleta no contra-ataque e, finalmente, evitou o golo num remate forte à entrada da área. Cristiano Coelho pediu time-out, mas dois minutos depois voltou a surgir o castigo.

Aos 15 minutos, Merlim voltou a aproveitar um erro individual – desta vez de Chico, que como último homem tentou sair pelo lado do seu pior pé. O italiano recuperou, avançou e rematou para o 0-2, bisando na partida e capitalizando novamente a falta de critério na saída do Ferreira. A diferença no marcador tornava-se pesada.

O Sporting continuou dominante: aos 16 minutos, Diogo Santos apareceu sozinho à entrada da área, mas Pedro Martinho defendeu de forma soberba.

A 20 segundos do intervalo, Pauleta cometeu falta perigosa e Chico rematou forte na cobrança, mas Bernardo Paçó defendeu com… a cara, numa intervenção corajosa e determinante. No último lance, Paçó isolou Allan Guilherme, que viu Martinho negar-lhe o golo. Já no contra-ataque, Chapinha teve o golo nos pés, mas rematou ao lado. Foi a última oportunidade para manter o jogo vivo.

A segunda parte começou com o Ferreira por cima. Em menos de um minuto, Bernardo Paçó fez três defesas decisivas, mantendo o 0-2 intacto e abalando emocionalmente a equipa da casa.

Aos 22 minutos surgiu o lance que mudou definitivamente o jogo: Barreto, em 35 segundos, viu dois amarelos consecutivos e foi expulso. O Sporting passou a jogar 4x3 durante dois minutos.

No minuto seguinte, um falhanço incrível: Merlim, com a baliza aberta ao segundo poste, atirou… para onde estava virado, desperdiçando o 0-3. Mas o Sporting não perdoaria por muito tempo. Aos 24 minutos, Tomás Paçó recuperou a bola perto da área adversária e rematou de pé esquerdo ao ângulo, assinando um golaço para o 0-3.

A avalanche leonina continuou. Aos 26 minutos, canto cobrado por Merlim, remate de Diogo Santos, defesa de Martinho no primeiro momento, mas na segunda tentativa o ala leonino fez mesmo o 0-4. Aos 29 minutos, Bruno Pinto recuperou e lançou Allan Guilherme, que correu 20 metros com a bola e finalizou com classe, colocando-a entre as pernas de Pedro Martinho para o 0-5.

O Sporting fez o 6-0 aos 32 minutos, numa jogada coletiva brilhante: canto de Merlim na esquerda, Diogo Santos de calcanhar coloca a bola para Tiago Rodrigues, que rematou de primeira para o sexto golo leonino.

A perder por larga margem, o Ferreira avançou para o 5x4 com Rodrigo Monteiro como guarda-redes avançado. E aos 38 minutos chegou o único momento de celebração da equipa da casa: Rodrigo Monteiro insistiu pela linha de fundo, encontrou Chico ao segundo poste e este rematou para o 1-6, evitando o nulo e premiando a persistência da equipa.

Nos minutos finais, Paçó brilhou novamente com defesa monumental a remate de Jô Mahrez, antes de Pedro Martinho negar o 7-1 a remate forte do guarda-redes leonino.

Foi uma vitória sólida, clara e indiscutível do Sporting CP, que mostrou organização, eficácia, confiança e qualidade individual. O Ferreira do Zêzere teve bons momentos, criou oportunidades e entrou bem em ambas as partes, mas os erros individuais e a falta de consistência defensiva foram fatais


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