Famalicão sem respostas perante um Leões feroz e demolidor



O Leões de Porto Salvo entrou em 2026 com uma exibição autoritária e venceu de forma categórica o FC Famalicão por 6-1, num jogo marcado pela agressividade ofensiva da equipa de Cláudio Moreira e por mais uma tarde difícil para a formação famalicense, que voltou a ser penalizada por erros em zonas proibidas e pela incapacidade de controlar a profundidade adversária.

O encontro começou intenso, com ambas as equipas a procurarem impor ritmo. Aos 5 segundos, Paulo Pereira testou André Sousa num remate de meia distância, mas segundos depois foi o Leões a criar o primeiro grande momento da partida: Anderson Fortes recebeu na direita, driblou para o meio e rematou forte ao poste esquerdo, num aviso claro da pressão que estava por vir.

O Famalicão tentou responder com um lance de criatividade de Douglas Risi, que quase desviou de calcanhar após cruzamento de Alan Gitahy, mas o Leões estava mais perigoso e rápido na execução. Aos 6 minutos, Landelino Neto ficou muito perto do golo depois de um passe de calcanhar brilhante de Bruno Sá, mas Paulo Pereira voltou a segurar. Aos 8 minutos, Ruan Silvestre trabalhou bem pela esquerda, mas Hiroshi chegou tarde ao segundo poste.

Aos 10 minutos, a pressão do Leões deu frutos: Rúben Teixeira arrancou pela ala esquerda, ganhou metros e rematou ainda fora da área, batendo Paulo Pereira e fazendo o 1-0. Um golo de pura explosão e confiança. O Famalicão sentiu o golpe e dois minutos depois sofreu novo: após recuperação no meio-campo, Ruan Silvestre viu o movimento de Injai na ala contrária e colocou um passe perfeito de ala a ala, que o 4 dos Leões apenas encostou para o 2-0, num lance de execução simples e eficaz.

O time-out pedido por Kitó Ferreira não travou o ímpeto da equipa da casa. Aos 15 minutos, num erro grave de Alan Gitahy na saída, Rúben Teixeira recuperou, rematou com potência e fez o 3-0. Já estava Guilherme Oliveira na baliza do Famalicão, mas o guarda-redes nada podia fazer.

O Famalicão só voltou a criar perigo aos 17 minutos, quando Rodrigo Pereira rematou forte, mas André Sousa respondeu com defesa segura. No último minuto da primeira parte, Ruan Silvestre falhou incrivelmente o 4-0 ao rematar ligeiramente ao lado ao segundo poste, após grande passe de Anderson Fortes. O intervalo chegou com a vantagem clara do Leões e com o Famalicão sem conseguir estabilizar o seu jogo ofensivo.

A segunda parte trouxe um Famalicão mais agressivo, mas o Leões continuava sempre mais perto do golo. Aos 21 minutos, Rúben Teixeira voltou a ganhar metros pelo corredor e rematou com perigo, e aos 22 minutos surgiu o 4-0: Ruan Silvestre, como pivot, rodou com qualidade e disparou um míssil para o fundo da baliza de Guilherme Oliveira.

O Famalicão reagiu através da bola parada. Aos 25 minutos, Douglas Risi tocou curto para Alan Gitahy, que pisou e rematou com precisão, reduzindo para 4-1. Mas foi apenas um momento isolado no domínio do Leões. Bruno Sá e Ruan Silvestre voltaram a combinar com perigo aos 28 minutos, e o Famalicão voltou a tremer em transição.

Aos 31 minutos, com o Famalicão já nas 5 faltas, nova perda em zona adiantada permitiu uma transição perfeita de Rúben Teixeira, que conduziu até à área e ofereceu o golo a Landelino Neto, que encostou para o 5-1. Era o golpe final nas aspirações famalicenses.

O Famalicão tentou reduzir novamente, com Risi a acertar no poste aos 32 minutos. Aos 35 minutos, Henrique Rodrigues falhou de forma incrível ao segundo poste, desperdiçando o que podia ser o 6-1.

Aos 36 minutos, o Famalicão avançou para 5x4, com Gitahy como guarda-redes avançado. Mas aos 38 minutos, um erro na circulação permitiu a Hiroshi interceptar e rematar de área a área, fazendo o 6-1 e selando uma vitória totalmente justa da equipa da casa.

Foi um triunfo claro dos Leões de Porto Salvo, que dominaram todos os momentos do jogo: intensidade, transições, eficácia e controlo emocional. O FC Famalicão voltou a mostrar dificuldades defensivas e falta de consistência com bola. A figura do encontro foi Rúben Teixeira, autor de dois golos, uma assistência e responsável por quebrar constantemente a estrutura defensiva adversária.


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