Eléctrico castiga indisciplina do Torreense e constrói vitória expressiva



O Torreense entrou mais assertivo e criou as primeiras situações de perigo. Logo no primeiro minuto, Diogo Basílio respondeu com segurança a dois remates consecutivos de Romada e Célio, mantendo o nulo numa fase inicial intensa da equipa da casa. Apesar desse arranque, o jogo entrou depois num período de menor qualidade, com muitos passes falhados de ambas as equipas e poucas situações de finalização, entre os 5 e os 7 minutos.

A primeira aproximação perigosa do Eléctrico surgiu aos 7 minutos, com Pedro Santos a atirar ao lado, num lance que serviu de aviso. A resposta do Torreense foi imediata e eficaz. Aos 8 minutos, Romada marcou de cabeça, após canto cobrado rapidamente por Danny, colocando o 1-0 e premiando a melhor entrada da equipa da casa.

Ainda no mesmo minuto, o jogo sofreu uma rutura decisiva. Bruno Filipe viu cartão vermelho, após uma má receção dentro da área e um corte com a mão fora da área, impedindo Simi de ficar isolado. O Eléctrico passou a jogar em 4x3, alterando por completo o contexto competitivo do encontro.

A superioridade numérica foi rapidamente aproveitada. Aos 10 minutos, Thiaguinho fez o empate (1-1) com um remate rasteiro sobre o lado esquerdo. Logo de seguida, o Torreense esteve perto de recuperar a vantagem, mas Basílio voltou a intervir com grande qualidade, mantendo o equilíbrio. Poucos segundos depois, numa combinação rápida entre Pedro Santos e Henrique Vicente, o ala dos alentejanos consumou a reviravolta para 1-2.

O Torreense tentou reorganizar-se e pediu time-out aos 10 minutos, mas o Eléctrico manteve o controlo emocional do jogo. Aos 13 minutos, Henrique Vicente criou perigo com um bom trabalho individual, ainda que o remate saísse fraco. A eficácia voltou a surgir pouco depois. Aos 15 minutos, Thiaguinho marcou novamente, desta vez em transição rápida, elevando o marcador para 1-3. No mesmo minuto, um lançamento direto de Basílio encontrou Renato, que com apenas um toque fez o 1-4, num lance que espelhou a eficácia alentejana.

O Eléctrico continuou a castigar cada erro adversário. Aos 18 minutos, um lançamento longo de Basílio encontrou Pedro Santos, que foi derrubado por Cristiano. Foi assinalada grande penalidade, com o jogador do Torreense a ver cartão amarelo pela infração. Simi converteu o penálti, fazendo o 1-5.

De imediato, surgiu nova quebra disciplinar. Cristiano acabou por ver o segundo cartão amarelo, não pela falta ao reter a bola para além dos quatro segundos permitidos mas por atirá-la de seguida para longe, sendo consequentemente expulso. Aos 19 minutos, já novamente em 4x3, Simi bisou, com um remate em zona frontal, fixando o 1-6.

Antes do intervalo, o Torreense arriscou no 5x4, com Major a vestir a camisola de guarda-redes, mas sem conseguir alterar o rumo de uma primeira parte totalmente marcada pela eficácia do Eléctrico e na gestão das superioridades numéricas.

O Torreense entrou na segunda parte a assumir maior risco. A equipa da casa avançou logo para o 5x4, com Célio Coque, procurando reduzir rapidamente a desvantagem e reentrar no jogo. A aposta trouxe maior presença ofensiva e acabou por dar frutos.

Aos 24 minutos, Tiago Reis reduziu para 2-6, após passe de enorme qualidade de Nicolas, que encontrou a paralela no corredor central e isolou o ala que no frente a frente com Basílio fez o golo que devolveu esperança ao Torreense.

A resposta do Eléctrico voltou a ser imediata e eficaz. Aos 25 minutos, com o Torreense a arriscar no 5x4, a bola sobrou para Simi, que desde a sua própria área marcou para a baliza deserta, fazendo o 2-7 e castigando o risco assumido pela equipa da casa.

O jogo voltou a ser condicionado por questões disciplinares. Aos 26 minutos, Gabrielzinho viu cartão vermelho, a terceira expulsão do Torreense, deixando novamente a equipa em inferioridade. Aos 27 minutos, em 4x3, Alê Teixeira esteve perto de marcar, enviando a bola com violência à barra da baliza torreense.

O Torreense não desistiu e continuou a arriscar no 5x4. Aos 30 minutos, Major apareceu no segundo poste sem marcação, mas desperdiçou uma oportunidade flagrante. Pouco depois, Célio conseguiu reduzir para 3-7, com um remate sobre a esquerda em contexto de 5x4, reacendendo momentaneamente a discussão do jogo.

Ainda aos 30 minutos, num lateral cobrado rapidamente por Duarte Correia, Alê Teixeira tentou o corte e acabou por introduzir a bola na própria baliza, fixando o 4-7 e provocando novo momento de instabilidade no encontro. Seguiu-se time-out do Eléctrico, procurando travar o ímpeto da equipa da casa.

O Torreense manteve a pressão e voltou a ficar perto do golo. Aos 32 minutos, Danny acertou com estrondo no poste, num remate frontal que poderia ter reduzido ainda mais a diferença.

O Eléctrico respondeu em transição. Aos 36 minutos, Simi voltou a finalizar numa jogada rápida, mas a bola embateu no corpo de Nicolas, evitando novo golo. No mesmo minuto, surgiu nova rutura disciplinar. Célio viu o segundo cartão amarelo por pontapear a bola para longe e foi expulso, a quarta expulsão da equipa da casa.

A superioridade voltou a ser imediatamente aproveitada. Aos 36 minutos, Alê Teixeira apareceu de rompante na área e fez o 4-8, aproveitando uma bola que parecia perdida e ampliando novamente a vantagem do Eléctrico.

O Torreense ainda conseguiu responder. Aos 37 minutos, Danny marcou com um remate colocadíssimo, reduzindo para 5-8 de 5x4, mas a estabilidade durou pouco. Aos 38 minutos, Simi completou o póquer, servido por Henrique Vicente, fazendo o 5-9 e encerrando definitivamente a discussão do resultado.

Já perto do final, aos 39 minutos, Romada foi expulso, a quinta da equipa de Torres Vedras, por interceptar com a mão uma bola que seguia para a baliza vazia, num lance que simbolizou um jogo onde o Torreense pagou caro a indisciplina e o Eléctrico voltou a ser implacável na leitura dos momentos-chave.


Figura do Jogo — Simi (Eléctrico)

Decisivo em todas as fases críticas do encontro. Marcou quatro golos, converteu uma grande penalidade, foi letal nas transições e castigou repetidamente os erros do adversário em contexto de superioridade numérica. Uma exibição de impacto total, onde a eficácia individual esteve sempre alinhada com a leitura coletiva do jogo.



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