Eléctrico opera reviravolta épica nos segundos finais e derrota o Caxinas num jogo de emoção máxima



O Eléctrico venceu o Caxinas por 3-2, num jogo elétrico — literal e figurativamente — que teve domínio alternado, tensão, erro, talento e um final que virou tudo de pernas para o ar. O Caxinas esteve por cima, controlou grande parte do jogo, resistiu mesmo após a expulsão… mas cedeu no último sopro da partida.

O início foi de ritmo alto. Aos 02’, Sévio rematou por cima e, logo depois, Martim Castela apareceu isolado na cara do guarda-redes, atirando por cima a melhor ocasião dos minutos iniciais. O Eléctrico parecia desconfortável, e o Caxinas aproveitou.

Aos 13’, numa transição rápida, cruzamento de Simão e Augusto Matias, infeliz, desviou para a própria baliza: 1-0. O golo deu confiança aos homens da casa, que continuaram a somar chegadas perigosas. Aos 19’, nova transição e desta vez Ricardo Marques, assistido por Diogo Sousa, finalizou para o 2-0, num golpe duro para o Eléctrico antes do intervalo.

O descanso trouxe mudanças. O Eléctrico voltou com mais bola, mais critério e mais agressividade ofensiva. Aos 23’, Henrique Vicente atirou para grande defesa de Osuji. E aos 24’, nasceu o golo que relançou tudo: Simi Saiotti abriu na direita e Alê Teixeira, rasteiro e junto ao poste, reduziu para 2-1, devolvendo esperança e identidade à equipa de Ponte de Sôr.

A confiança cresceu. Aos 31’, Renato Almeida fez um trabalho individual delicioso, serviu Thiaguinho e Osuji voltou a brilhar. Mas aos 33’, na sequência de um livre, Henrique Vicente rematou fortíssimo para o 2-2, com Osuji a ficar mal na fotografia. Estava tudo empatado e com o jogo a virar emocionalmente.

Aos 35’, Rodrigo Simão vê vermelho direto, deixando o Caxinas em inferioridade. A reação da equipa da casa foi surpreendente: resistiu com coragem e disciplina, anulando o 4x3 do Eléctrico. E quando parecia que ia segurar o ponto, chegou o golpe fatal.

A 30 segundos do fim, lateral cobrado por Henrique, remate de Simi, defesa incompleta de Osuji e Telmo, oportuníssimo, apareceu na recarga para fazer o 2-3 e congelar o pavilhão.

Reviravolta completa. Vitória arrancada à força de personalidade. Um Eléctrico que sofreu, carregou e acreditou até ao último segundo.


Figura da Partida — Henrique Vicente (Eléctrico)

Líder emocional e desportivo da reação. Rematou para o 2-2 no momento em que a equipa mais precisava e foi determinante no lance final ao colocar a bola que deu origem ao 2-3. Influente, maduro e decisivo.



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