Sporting vence Leões Porto Salvo num jogo frenético no João Rocha



O Sporting CP encerrou a primeira volta da Liga Placard com uma vitória por 6-3 diante do Leões Porto Salvo, no Pavilhão João Rocha, num encontro vibrante, pautado por ritmo altíssimo, sucessivas oscilações e múltiplas oportunidades claras para ambos os lados. A equipa de Nuno Dias, muito condicionada pelas ausências, mostrou maturidade competitiva nos momentos decisivos e fechou a ronda com três pontos que consolidam o 2.º lugar e o respetivo cabeçalho na Taça da Liga. O Leões, também desfalcado, sobretudo sem Ruan Silvestre e André Sousa, apresentou coragem, qualidade ofensiva e capacidade de reação, mas acabou por sucumbir à maior eficácia leonina.

O jogo começou de forma elétrica e aos 30 segundos o Sporting já vencia. Alex Merlim rematou/cruzou da ala esquerda, Allan Guilherme falhou o desvio à boca da baliza, mas a bola sobrou perfeita para Diogo Santos, que encostou e fez o 1-0. Pouco depois, aos 3’, nova jogada simples mas eficaz: reposição lateral de Merlim, passe rasteiro para a zona central e Diogo Santos, solto, rematou de forma não muito forte, mas a bola passou entre as pernas de Rodrigo Prazeres, fazendo o 2-0. O Sporting parecia lançar-se para uma entrada dominante, mas o jogo ganharia outras vidas.

O Leões Porto Salvo reagiu imediatamente. Aos 4 minutos, erro de Tomás Paçó na saída de bola e Landelino Neto aproveitou sem hesitar, rematando cruzado para o 2-1, relançando a partida. O Sporting respondeu logo a seguir com Diogo Santos a rematar para grande defesa de Prazeres, e o Leões, no lance seguinte, teve nova ocasião por Rúben Teixeira que obrigou Henrique Rafagnin a defesa monumental. O jogo estava frenético, com chances para os dois lados.

A pressão subia e aos 6’, num lance de insistência leonina, um lançamento longo encontrou Pauleta, Rodrigo Prazeres tentou aliviar a bola mas atingiu um colega, deixando-a à mercê do jogador leonino que, com calma, fez o 3-1. O Sporting, apesar de estar na frente, cometia vários erros na construção, permitindo transições perigosas ao Leões, mas era também mais eficaz no último terço.

Aos 13 minutos, surgiu um dos grandes momentos da noite: Felipe Valério arrancou da direita, tirou adversário do caminho e soltou uma bomba quase sem ângulo, batendo Rodrigo Prazeres e assinando o 4-1. Um golo de enorme qualidade técnica. O jogo, porém, não abrandou. Aos 16 minutos, o Sporting teve um livre de 10 metros, mas Tomás Paçó falhou. Três minutos depois, já com os leões da Linha em 5 faltas, novo livre de 10 metros, desta vez convertido por Isaías Furtado, que reduziu para 4-2 com categoria.

O intervalo chegou com o João Rocha a ferver e com a sensação clara de que nada estava decidido. O Sporting tinha vantagem, mas o Leões estava dentro do jogo e tinha criado o suficiente para acreditar.

A segunda parte manteve o tom elétrico. O Sporting entrou a desperdiçar uma oportunidade clara por Bruno Maior, que falhou a bola quando tinha tudo para marcar aos 22 minutos. Pouco depois, aos 24’, o Leões reduziu novamente: excelente tabela entre Landelino Neto e Rúben Carrilho, com este último a aparecer isolado e a finalizar com classe para o 4-3. O jogo estava completamente aberto.

A resposta leonina, no entanto, foi imediata e de enorme qualidade coletiva. Aos 30 minutos, na melhor jogada da partida, Rocha, Wesley e Bruno Pinto construíram um triângulo perfeito, com passe final para o segundo poste onde o pivot leonino só teve de encostar para o 5-3. A superioridade técnica do Sporting começava novamente a fazer diferença.

O Leões não desistiu e teve aos 28’ uma ocasião claríssima, quando Joel Ribeiro, completamente sozinho, rematou fraco para defesa fácil de Bernardo Paçó, momento que pesou emocionalmente na equipa. A partir daí, o Sporting controlou melhor, forçou erros e foi ganhando metros. Já com o Leões nas 5 faltas, aumentou a agressividade no ataque.

Aos 38 minutos, nova transição rápida leonina e nova obra coletiva: Merlim conduziu pela esquerda e ofereceu o golo a Bruno Maior, que finalizou ao segundo poste para o 6-3, sentenciando o resultado num momento decisivo. Até ao final, o Sporting geriu, enquanto o Leões tentou reduzir com remates de Bruno Sá, Landelino, Anderson Fortes e Iury Bahia, mas sempre sem ultrapassar a segurança de Paçó.

Foi um triunfo justo e competitivo do Sporting CP, que fecha a primeira volta com 27 pontos, mantendo-se firme na perseguição ao líder Benfica e garantindo a 2ª posição. O Leões Porto Salvo, apesar das ausências e das falhas defensivas, voltou a mostrar qualidade ofensiva e mantém intactas as suas credenciais para lutar pelos lugares cimeiros na segunda volta. 

foto - ruipereiraphotography



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