Ricardinho: "Nunca joguei para bater recordes, só quis ser uma referência do futsal"



O futsalista Ricardinho anunciou esta terça-feira a retirada da Seleção Nacional, numa conferência de imprensa na Cidade do Futebol.

O atual jogador do ACCS, de França, deixa a equipa das quinas com um Campeonato da Europa e um Campeonato do Mundo no currículo.

«Hoje vim aqui o final de um ciclo, apesar de me custar muito. Foi uma caminhada inesquecível. Não sabia que o caminho ia ser tão perfeito, foi incrível. Obviamente com altos e baixos, como tudo na vida», afirmou, aos jornalistas, de voz embargada desde as primeiras palavras.

«Com muita pena, que vou dizer um até já à Seleção Nacional, é a decisão mais difícil que estou a tomar na minha carreira desportiva. Mas acho que é a hora de dar o lugar aos mais jovens. Tudo o que tinha para dar à Seleção, dei desde os meus 16 anos até hoje», continuou.

Numa sala que contou com a presença de companheiros de seleção - Bebé, Pedro Cary, Tunha e Pany Varela - Ricardinho admitiu que a decisão estava já estava tomada antes do arranque do Mundial e pediu compreensão a todos pela opção que decidiud tomar.

«Depois da lesão, tinha traçado essa linha: o Mundial seria a minha última competição pela seleção, fosse qual fosse o desfecho. Espero que entendam o meu sentimento e decisão», acrescentou Ricardinho, assumindo que vai continuar a competir por clubes.

«Ainda tenho muito para dar e anos para jogar futsal nos clubes», disse, antes de explicar que a questão mental pesou na hora de tomar a decisão de fechar a porta da seleção.

«Não é que não me sinta útil e capaz fisicamente. Eu sei que ainda me posso superar. A questão é a exigência que me coloco diariamente e que foi assim nos 18 anos da minha carreira. Acho que consegui superar-me e isso nota-se pelas conquistas que consegui. A minha dificuldade foi o desgaste mental», sublinhou.

«Estou a dar um tempo a mim mesmo. Porque eu quero continuar a ir trenar, não quero apenas ir para o treino. Foi sempre assim que pensei, porque não quero ser mais um. E sempre senti que tinha de ser ‘O’ tal e não ser apenas mais um. Porque quando metes o limite lá em cima, os teus companheiros querem o mesmo», justificou.

Quanto ao futuro, e uma vez que assumiu que vai continuar a competir ao nível de clubes, Ricardinho não respondeu se pensa voltar ao futsal português.

«Nunca fui pessoa de traçar etapas para o futuro. Foco-me no trabalho diário», disse apenas.

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