Rute, Maria, Woody e Jenny deixaram as suas antevisões ao jogo Quinta dos Lombos - Sporting



A cerca de 2 horas do inicio do encontro, deixamos aqui uma antevisão especial para o Quinta dos Lombos-Sporting, jogo correspondente aos Quartos de Final da Taça de Portugal.

No verão de 2015, após uma temporada de muito sucesso ao serviço do Quinta dos Lombos, 6 jogadoras rumaram ao Sporting.

Existindo esta presença nos dois clubes, e em dia de jogo da Taça de Portugal entre ambas as equipas, trazemos até si uma pequena antevisão ao jogo feita por quatro das seis atletas.

As jogadoras que rumaram ao Sporting nesse verão foram a guarda-redes Naty (que por estar ainda no plantel do Sporting e inserida no jogo em si optámos por não incluir nesta antevisão), Maria Martins (entretanto retirada), Jenny (atualmente no Burela de Espanha), Rute (atualmente nos Leões de Porto Salvo), Zuca (Não teve disponibilidade para a antevisão) e Woody (está inserida no plantel da Quinta dos Lombos, mas a recuperar de uma lesão grave desde Janeiro, sendo assim opção para esta antevisão).

Todas estas jogadoras estavam na equipa dos Lombos que venceu essa Taça de Portugal em 2015. Questionadas sobre qual a sensação ao se vencer esta prova, responderam:

Jenny: “Foi uma sensação muito boa e que jamais a esquecerei, pela forma que a vencemos (no último segundo do jogo)”

Maria Martins: “A final four da Taça de Portugal e especialmente a final, devido à organização da FPF e à transmissão televisiva, é sempre um jogo com uma visibilidade muito superior aos restantes jogos do Campeonato e Taça, o que faz com que se torne um jogo especial. Vencer esta competição é sempre um momento extremamente recompensador.”

Rute: “Vencer a Taça de Portugal é sempre muito gratificante para uma atleta. É sentir que a equipa trabalhou imenso para chegar lá e que estivemos sempre todas virada para um dos objetivos e depois no final podermos dizer “Somos as Melhores de Portugal”.

Woody: “Vencer qualquer competição é sempre uma alegria muito grande, misturada com euforia e com um sentimento competência e de dever cumprido. Sentimos que vale a pena aquilo que abdicamos, as lesões, os maus feitios nos treinos, as boladas na cara, os fins de semana em viagem, a ausência da família, etc.

A Taça de Portugal que vencemos foi um jogo muito emotivo onde ganhámos no último segundo com um golo da Joana, quando já todos pensávamos que íamos para prolongamento. Lembro-me que não tive tempo para pensar no que realmente tinha acabado de acontecer e saltei para dentro de campo aos gritos e abracei a Joana. Lembro-me ainda da Fernanda de joelhos no chão, foi uma grande conquista para ela também.”

 

A experiencia nos Lombos terminou da melhor forma, e questionadas sobre como tinham sido todos os anos com o símbolo dos Lombos ao peito, afirmaram:

Jenny: “No primeiro ano foi difícil, pela intensidade de treinos e processos para assimilar. Mas foram esses os motivos que me fizeram ir para a Quinta dos Lombos e tive a sorte de ter tido um excelente grupo de trabalho que me ajudou a crescer como jogadora.”

Maria Martins: “Só posso relembrar a minha passagem pela Quinta dos Lombos como algo de muito positivo. Durante as 7 épocas que estive na Quinta dos Lombos tive oportunidade de ser treinada por excelentes treinadores e de jogar com algumas das melhores jogadoras nacionais. Muitas foram as conquistas e estas deveram-se à qualidade individual das jogadoras, mas fundamentalmente à qualidade que tínhamos como equipa e como grupo coeso que fomos durante quase todas as épocas que representei a Quinta dos Lombos.”

Rute: “Vou relembrar sempre com um sorriso na cara. A Quinta dos Lombos foi uma escola para mim, a nível pessoal como a nível profissional. Posso até sublinhar que desde jogadoras, equipa técnica, até adeptos faziam com que tudo se tornasse uma grande família. Com essa união que era enorme tudo se tornava mais fácil dentro das 4 linhas.”

Woody: “Foram as melhores 7 épocas que tive, sem dúvida, e quando olho para trás e recordo o que conquistámos, o que perdemos, as grandes amizades que ficaram e todas as pessoas que por ali passaram o sentimento que fica é muito bonito e profundo. Foi praticamente lá que me tornei atleta de futsal, quando antes era apenas uma jogadora. Este é um clube que com mais ou menos dificuldade, sempre tudo fez para que pudéssemos ter as condições para crescer. De qualquer forma não preciso olhar muito para trás porque tenho ainda hoje o prazer de estar no Clube como atleta e ainda o sinto na pele.”

 

Seguiu-se então uma passagem pelo Sporting, com mais sucesso para umas que para outras, ainda assim quase todas levam boas recordações do conjunto leonino:

Jenny: “Apesar de não ter ganho títulos no Sporting, foram as minhas melhores épocas enquanto jogadora, em que evolui bastante e que me fez chegar a Seleção Nacional.”

Maria Martins: “A minha passagem pelo Sporting foi mais uma experiência desportiva bastante enriquecedora. A realidade de um clube de dimensão nacional é totalmente diferente, essencialmente ao nível do apoio dos adeptos e da regulamentação interna, como a assinatura de um código de ética ou o cuidado a ter nas publicações nas redes sociais.

Onde quer que se vá jogar, há sempre alguém para nos apoiar!

Em termos desportivos, poderia ter sido melhor se tivéssemos conseguido conquistar títulos mas pelo menos podemos dizer que os disputámos. Nas duas épocas que tive no Sporting conseguimos estar em todas as fases decisivas de todas as competições, Taça de Honra de Lisboa, Taça de Portugal e Campeonato Nacional. Os momentos mais difíceis de superar foram a derrota na final da Taça de Portugal contra o Benfica por 3-2 após prolongamento, na época 2015/2016, e em particular a perda do Campeonato Nacional nesta última época.”

Rute: “A minha passagem pelo Sporting foi positiva. Foi um ano diferente para mim pelo motivo de ter jogado só na Quinta dos Lombos, mas sinto que foi benéfico e fez-me crescer mais como atleta.”

Woody: “A minha passagem no Sporting foi curta, como a de outras tantas jogadoras. Ainda que com uma lesão na coxa que me afastou do campo algum tempo, se não dei mais foi porque não quiseram. Felizmente a secção de futsal tinha e tem grandes pessoas, profissionais, amigas, a quem agradeço, que me permitiram voltar a casa ainda a tempo de ajudar a Quinta dos Lombos na permanência no Nacional, que foi o melhor que fiz em toda a época.”

 

Todas tiveram ainda direito a uma questão especial, tendo em conta o seu percurso até hoje:

A Jenny saiu esta temporada para seguir uma carreira internacional e profissional. É o cumprir de um sonho?

Jenny: “Sem dúvida.  Poder trabalhar naquilo que mais gosto. É sempre uma decisão difícil quando se tem que mudar de país, e deixar a família e amigos para trás, e ir para o “desconhecido”, mas a vida é feita de desafios e à que supera-los”

 

“Pendurou as sapatilhas” no final da passada temporada aos 31 anos quando muitos esperavam vê-la no futsal por mais alguns anos. O que a levou a tomar esta decisão?

Maria Martins: “O facto de ter cada vez mais responsabilidade a nível profissional também pesou na minha decisão, mas, sinceramente, a principal razão foi a falta de reconhecimento. Considerei que a recompensa atribuída não estava de acordo com a minha qualidade, esforço e dedicação. Neste sentido a minha decisão passou por abandonar o Sporting e consequentemente deixar de jogar, uma vez que sempre tive habituada a lutar por todos os títulos nacionais e não existia nenhum outro clube onde o quisesse e/ou pudesse fazer.”

 

No Sporting, a Rute até teve uma boa primeira temporada com muita utilização, mas na segunda temporada não teve as mesmas oportunidades acabando mesmo por sair para o Santa Iria. O que levou a este “desaparecimento”?

Rute: “A Saída do Sporting foi uma decisão difícil. Nessa época por motivos profissionais não iria conseguir acompanhar a equipa a nível de treinos como de jogos. Pela equipa do Santa Iria tornava-se tudo mais fácil.”

 

A Woody regressou então aos Lombos clube onde jogou a primeira fase do campeonato e nova lesão no joelho direito. É simplesmente um final de época ou pode mesmo ser um final de carreira?

Woody: “Quanto ao futuro ainda é uma incógnita, mas certamente esta época terminou para mim em Janeiro. O futsal acaba por nunca sair de nós, por isso o final de carreira é algo relativo.”

 

As jogadoras foram então convidadas a fazer uma pequena antevisão para o encontro de hoje, tendo em conta os seus conhecimentos sobre a realidade atual das duas equipas, ao que responderam desta forma:

Jenny: “De momento não tenho seguido futsal feminino em Portugal”

Maria Martins: “Apesar de na última jornada o Sporting ter conseguido ir vencer a Vermoim, considero que nenhuma das equipas está a atravessar um bom momento. O Sporting sendo considerado um candidato à conquista de títulos, e estando já tão distante do 1º lugar no Campeonato, tem uma maior responsabilidade para vencer este jogo da Taça. Porém, penso que a Quinta dos Lombos também deverá querer mostrar uma imagem diferente daquela que refletem os resultados da equipa. Penso que as duas equipas vão entregar-se totalmente ao jogo, pois pretendem estar presentes em mais uma Final Four da Taça de Portugal.

Rute: “Sinceramente não tenho estado muito dentro da realidade do Futsal Feminino Nacional. Mas certamente vai ser um grande jogo, com duas excelentes equipas, muito boas tecnicamente e com muita vontade de passarem a próxima fase. Como se diz às grandes equipas “Quem cometer menos erros ganha”

Woody: “Na minha perspetiva podemos esperar um jogo intenso com muita vontade de ganhar da parte da Quita dos Lombos, que conta com algumas jogadoras experientes e com um plantel muito unido, que é uma mais valia dentro e fora de campo. Por outro lado, veremos certamente um Sporting com muita qualidade individual e um jogo muito ofensivo, que cria muitas oportunidades de golo desde que começa jogo e que se tem a capacidade de as finalizar, torna qualquer reviravolta muito difícil.

 

Jenny: “por ter amizades nestes clubes, serei politicamente correta (Risos).

Que vença a melhor equipa, e que acima de tudo seja um bom jogo de futsal”

Maria Martins: "Considero o Sporting como favorito neste encontro. No entanto, neste jogo, não torço particularmente por nenhuma das duas equipas. Desejo apenas que seja um bom jogo de futsal!"

Rute: “É complicado escolher um favorito, pelo motivo de ter aprendido a jogar futsal na Quinta dos Lombos. Vou ter sempre um carinho especial. No Sporting tenho boas recordações, principalmente pelas pessoas que estiveram lá comigo. Por isso que ganhe a melhor equipa.”

Woody: “Sem dúvida que facilmente escolho a Quinta dos Lombos, ainda que tenha amigos no Sporting a quem desejo tudo de bom, neste caso só um pode passar.

Apesar de termos um grupo mais novo e recentemente composto, esta é uma equipa em crescimento e que tem feito uma caminhada incrível desde que o futsal feminino está no Clube. Já perdemos campeonatos por diferença de golos e por diferença de um ponto, já ganhámos Taças de Portugal no último segundo, já ganhámos a Taça Nacional não tendo qualquer favoritismo e ainda um Campeonato Nacional com muita classe. A equipa tem o que é preciso par ganhar este jogo e acredito que o fará até ao apito final.”

 

Este será sem dúvida um jogo bastante competitivo, com as duas equipas a tentar atingir o objetivo de chegar à Final Four. E tu, também queres deixar o teu prognóstico? Usa os comentários para o fazer.


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