Copa de España | Análise de Rui da Cruz ao encontro Jaén Paraíso Interior 3-2 Ríos Renovables



Jaén vs Rios Zaragoza 

Num final trágico e dramático, onde tivemos duas remontadas uma para cada lado, saiu-se melhor o Jaén de Dani Rodriguez ele que também foi o treinador onde venceram pela única vez a Copa, vai fazer história por disputar mais uma final (independente do resultado amanhã), curioso e porque nesta modalidade numa pista 40x20 em 40 minutos em todo o momento e surpreendentemente tudo pode acontecer, Jaén marcou no primeiro minuto (1 golo) e ou outros dois no último minuto, vencendo 3-2.
 
Não podia ser melhor, uma entrada de rompante por parte do Jaén, Chino a abrir o ativo no primeiro minuto da partida, de pé quente a fuzilar autenticamente o jovem guarda redes Adrián Pereira que nada pode fazer.

A equipa de Santi Herrera a esboçar de imediato uma resposta, a reagir e a querer tomar o comando dos acontecimentos, efetivamente com mais posse de bola, mais remates, mas sem conseguir bater o muito atento e concentrado Dídac. 

O Jaén em todas as ações ofensivas (poucas) a levar algum perigo, em duas delas quase que aumentava, uma pelo mesmo Chino, para defesa de Adriàn e outra por Carlitos que acertou na trave.

Jogo a entrar numa toada de parada e resposta, o aviso de que a equipa que viajou de Zaragoza queria modificar o rumo do marcador, primeiro Nano numa bola parada, e que pormenor, a fazer uma picadinha que sobrevoou a barreira e o Guarda redes Dídac mas a acertar com toda a pontaria na trave aos 7´.

Ainda o público aplaudia e já o Zaragoza definia a jogada que daria o golo de empate, com um pormenor e delicadeza técnica do experiente Retamar, o capitão assistiu assim o goleador da equipa Adri que desviou a contar e repondo a igualdade no marcador.

Era o melhor período do "Rios" (como é apelidada pelos seus adeptos) e volvidos 3 minutos, a "remontada", numa recarga a um primeiro remate de Retamar, e por quem havia de ser, Nano Modrego que categoria de jogador apesar da idade que já leva, mas a mostrar que quem sabe nunca esquece.

Reação aos 15` por parte do Jaén por duas ocasiões e quase seguidas, a primeira numa bola parada, que nasceu de um canto, e que teve uma extraordinária defesa de Adrián, e que no instante seguinte defendeu mais um remate desferido do corredor central e que levava o endereço da baliza mas sem o respetivo selo do golo.

O jogo entrava numa correria de loucos e o perigo acercava-se de uma e outra baliza à entrada dos últimos 4 minutos.

Com tempo ainda para Santi Herrero pedir o seu time out.

Jaén quase quase a marcar mas desta vez valeu literalmente a entrega do "corpo" à bola por parte do corajoso jovem Villanueva substituindo o seu guarda redes.

Que intensa e espetacular partida, com emoção, com tudo mesmo assim é o Futsal.

Vantagem justa ao intervalo para o Zaragoza.

Começa a segunda parte tal como acabou em alta intensidade, a primeira oportunidade, a mais flagrante para Thiago Cabeça ao vigésimo terceiro minuto para uma defesa apertada de Dídac.

Zaragoza mantinha a mesma toada, era a melhor equipa a evoluir na pista.

De assinalar que até ao equador tinham sido feitas poucas faltas por ambos os conjuntos.

O jogo a entrar na fase derradeira e das decisões, e sem que nada se alterasse fazia com que o treinador Dani Rodriguez do Jaén se visse obrigado a arriscar tudo à falta de 4 minutos para o término da partida com o a estratégia do guarda redes avançado, o resultado esse teimava em não ser alterado nesta segunda metade, somente sofreu alterações à entrada do último minuto, por duas vezes, e com o mesmo protagonista, o herói da Andaluzia, de seu nome Chino a estabelecer a remontada e a colocar o Jaén na sua segunda final (ao fazer um hat-trick). 

Até então e muito por força das intervenções do "portero" do Zaragoza que certamente ficará marcado pela positiva (apesar da derrota) e de ter sofrido dois golos no último minuto, naquela que é a sua primeira Copa.

O "show" entenda-se de bem jogar, ora a defender ora a contra-atacar da equipa orquestrada pelo Santi Herrero, ele que tão bem montou a estratégia para anular o Barcelona e hoje "quase" o favorito Jaén, onde são intérpretes de "luxo" Retamar, Nano, Tejel, Adri e companhia, incluído claro o jovem guarda redes de apenas 18 anos, que esteve quase a tocar o céu no palco certamente dos seus melhores sonhos com duas exibições soberbas.

Glória no fim para o Jaén, diria que também merecido tal desfecho, pois souberam aguentar e estar sempre no jogo, arriscaram como ninguém e foram felizes porque nunca desistiram.

Jaén que foi um coletivo que nunca desistiu carimbou assim o passaporte para a final que se disputa amanhã domingo pelas 18:30 (hora espanhola) com um final trágico, e dramático para o Zaragoza, mas se tivesse vencido era também muito merecido, arrisco e digo-o por tudo que este jogo nos mostrou, nos transportou durante quase duas horas de muita qualidade, emoção e incerteza qualquer uma delas ficava muito bem.

Encontram-se amanhã os últimos dois vencedores da Copa.

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